Ministro do TSE decide manter canal 'Exército do Lula' ativo durante campanha
Por: Redação
23/10/2026 • 17h00
O ministro Floriano de Azevedo Marques rejeitou a suspensão do canal 'Exército do Lula', que já conta com 9 milhões de inscritos, a pedido da campanha petista.
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decidiu não suspender o canal "Exército do Lula" no WhatsApp. A decisão foi tomada na última sexta-feira (23) e ocorre em um momento crítico, com a proximidade das eleições.
A campanha de Lula havia solicitado ao TSE que impedisse uma nova suspensão do canal, já que havia especulações de que o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, poderia reverter a situação. No entanto, aliados de Floriano acreditam que Kassio não poderia tomar essa decisão, mesmo sendo relator de outro processo relacionado ao canal.
A iniciativa de impedir a suspensão foi motivada por um mandado de segurança que contestava prazos estabelecidos pela presidência da corte, que exigiam pareceres técnicos sobre o canal em 24 horas. Na sua decisão, Floriano afirmou que a presidência não poderia suspender o canal administrativamente, pois a questão já estava sendo discutida pelo plenário do TSE.
O canal é uma ferramenta importante para mobilizar os apoiadores da campanha de Lula, promovendo "missões" como aumentar o número de inscritos e compartilhar publicações. O ministro também destacou que as atividades do canal não apresentam ilegalidades, pois visam a mobilização e convocação de atos nas redes sociais.
Foi estipulada uma multa diária de R$ 50 mil para a Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, caso a decisão de não suspender o canal não fosse cumprida. Floriano enfatizou que a determinação judicial deve prevalecer sobre decisões administrativas.
A possibilidade de uma nova suspensão do canal existe, uma vez que Kassio já havia suspendido o grupo anteriormente, e há outras ações movidas por aliados de Flávio Bolsonaro, que buscam a derrubada do canal. A equipe de Lula acusa Flávio de litigância predatória, usando múltiplos processos para tentar desestabilizar a campanha.
O canal, que cresceu significativamente desde que o deputado André Janones passou a apoiar a campanha de Lula, já possui 9 milhões de inscritos e se tornou alvo frequente de tentativas de suspensão. Embora Janones tenha expressado preocupações sobre possíveis novas suspensões, Kassio Nunes Marques, em conversas internas, teria minimizado as preocupações, afirmando que todos devem seguir a lei.
O canal já enfrentou uma série de reviravoltas judiciais e administrativas, incluindo uma suspensão anterior por Kassio e uma decisão do corregedor-geral eleitoral que havia restaurado seu funcionamento. A situação gerou um intenso debate interno no TSE, especialmente após uma minuta de resolução que poderia bloquear canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários antes das eleições, o que afetaria diretamente o "Exército do Lula". Apesar disso, Kassio, ao tomar conhecimento da minuta, se posicionou contra mudanças nas regras eleitorais às vésperas da votação, afirmando que não colocaria o tema em votação no plenário.
Fonte: Política Livre

