Preços da picanha sobem menos no governo Lula em comparação ao de Bolsonaro
Por: Redação
26/09/2026 • 15h20
A inflação acumulada da picanha foi de 7,8% entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, de acordo com levantamento.
Os preços da picanha continuaram a aumentar durante o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas a taxa de crescimento foi inferior à registrada no governo anterior de Jair Bolsonaro (PL). Dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), coletados pelo economista Fábio Romão da consultoria 4intelligence, revelam que entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, a inflação para esse corte de carne foi de 7,8%.
O aumento dos preços da picanha se tornou um tema de discussão política a partir das eleições de 2022, quando Lula afirmou que as pessoas deveriam voltar a consumir churrasco e picanha. No entanto, os dados mostram que, embora a inflação do corte tenha sido menor no atual governo, os preços ainda pesam no orçamento das famílias.
Em agosto de 2026, o preço médio do quilo de carne de primeira chegou a R$ 50,49 em São Paulo, comparado a R$ 42,54 em agosto de 2022 e R$ 23,61 em agosto de 2019. O aumento da oferta de carne, com um recorde de abates de bovinos em 2025, ajudou a moderar a inflação, segundo Romão.
No entanto, a percepção do preço dos alimentos, incluindo a picanha, continua a gerar insatisfação entre a população. O preço dos alimentos em casa acumulou uma alta de 60,8% desde abril de 2020, superando o IPCA geral de 42,7% no mesmo período. No governo Lula, a inflação para alimentos no domicílio foi de 12,9%, inferior aos 54,2% do governo Bolsonaro.
O fenômeno climático El Niño é visto como uma ameaça para a inflação dos alimentos a partir de 2026, já que pode afetar a produção agrícola. A picanha e outros cortes de carne têm sido utilizados politicamente, com críticas ao governo atual por parte de opositores.
Em termos de produção, o Brasil se tornou o maior produtor e exportador de carne bovina do mundo em 2025. Apesar do aumento da oferta, o endividamento das famílias limita a capacidade de absorver aumentos mais significativos nos preços da carne, levando os consumidores a optar por alternativas mais baratas.
A cerveja, mencionada por Lula em sua campanha, teve uma inflação de 19,5% entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, números semelhantes aos 19,2% do governo Bolsonaro no mesmo período.
Fonte: Política Livre

