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Escola nova, velhos problemas: denúncia expõe falhas graves na rede municipal de Salvador

Vereadora Aladilce Souza critica gestão de Bruno Reis após unidade recém-inaugurada operar com equipe reduzida, rodízio de aulas e falta de materiais básicos

Por: Redação

14/04/202610h09

Foto: Assessoria da vereadora/CMS

A promessa de avanço na educação pública de Salvador volta a ser colocada em xeque diante de denúncias envolvendo a recém-inaugurada Escola Municipal Valdemar Bibiano da Silva, no Bairro da Paz. Apesar da entrega cercada por anúncios e expectativas, a unidade estaria funcionando de forma precária, com apenas cinco funcionários responsáveis por atender cerca de 800 alunos.

A situação foi levada a público nesta segunda-feira (13) pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), que questionou diretamente o prefeito Bruno Reis (União Brasil). Segundo a parlamentar, pais, alunos e moradores denunciam um sistema improvisado de rodízio, no qual os estudantes frequentam aulas em semanas alternadas, uma solução que, na prática, compromete o calendário letivo e o processo de aprendizagem.

A crítica central recai sobre o descompasso entre o discurso institucional e a realidade enfrentada pela comunidade escolar. “Cria-se uma expectativa na população, mas o que se entrega não corresponde à necessidade das crianças”, afirmou a vereadora, ao destacar a ausência de professores e profissionais de apoio em número suficiente para manter o funcionamento regular da escola.

Além da escassez de pessoal, Aladilce também aponta falhas estruturais recorrentes na rede municipal, como o atraso na entrega de fardamento, livros didáticos e materiais escolares. Para ela, a situação expõe não apenas desorganização administrativa, mas também desrespeito com estudantes e suas famílias.

A vereadora ainda levanta questionamentos sobre a aplicação dos recursos públicos destinados à educação, especialmente os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). “É inadmissível que, já avançando no ano letivo, crianças ainda estejam sem acesso ao básico para estudar”, criticou.

O caso reacende o debate sobre a gestão da educação municipal e a efetividade das políticas públicas anunciadas pela prefeitura. Enquanto isso, alunos do Bairro da Paz seguem enfrentando uma rotina instável, distante da estrutura prometida no momento da inauguração.