Thierry Lima é absolvido de triplo homicídio em Ilhéus, mas permanece preso
Por: Redação
04/11/2026 • 07h40
Thierry Lima da Silva foi absolvido pela 1ª Vara Criminal de Ilhéus por falta de provas em um caso de triplo homicídio ocorrido em agosto do ano passado.
A 1ª Vara Criminal de Ilhéus absolveu Thierry Lima da Silva, acusado de assassinar três mulheres na Praia dos Milionários em agosto do ano passado, devido à falta de provas técnicas que comprovassem sua participação no crime. A decisão, divulgada nesta terça-feira (3), foi contestada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que recorreu cinco dias depois.
Apesar da absolvição, Thierry continua preso, pois há um mandado de prisão preventiva contra ele pela morte de seu companheiro, que ocorreu após uma discussão motivada por ciúmes. A nova audiência sobre o triplo homicídio ainda não tem data marcada.
As vítimas, Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41, e Mariana Bastos da Silva, de 20, foram encontradas mortas com sinais de facadas em uma área de mata da Praia dos Milionários no dia 16 de agosto de 2022. Elas estavam desaparecidas desde o dia anterior, quando saíram para passear com o cachorro de Mariana.
Thierry foi preso em 25 de agosto e confessou o crime, alegando ter agido sozinho durante uma tentativa de assalto. A investigação da Polícia Civil durou cerca de quatro meses e envolveu a análise de aproximadamente 700 vídeos de câmeras de segurança, além de exames periciais e depoimentos de familiares e testemunhas. O inquérito foi finalizado em dezembro de 2022 e o MP-BA apresentou denúncia em janeiro de 2023.
No entanto, a decisão judicial concluiu que não havia provas técnicas suficientes para ligar o réu às mortes. Exames do Departamento de Polícia Técnica (DPT) não encontraram material genético de Thierry nas vítimas ou nas facas apreendidas. A absolvição não implica em uma declaração de inocência, mas sim na falta de evidências para uma condenação. O MP-BA já apresentou recurso contra essa decisão.
O caso gerou grande comoção na cidade, resultando em pelo menos três manifestações públicas pedindo justiça. Alexsandra e Maria Helena eram amigas e trabalhavam em escolas da rede municipal, enquanto Mariana, filha de Maria Helena, estava cursando Engenharia Ambiental.
A defesa de Thierry, que é representada pela Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), não se manifestou até o momento da última atualização da reportagem.
Fonte: Bahia Notícias

