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Levantamento revela alto risco genético para esclerose múltipla e perda auditiva no Nordeste

Por: Redação

21/10/2026 • 13h48

Um estudo da Genera aponta que o Nordeste do Brasil apresenta os maiores índices de predisposição genética para esclerose múltipla e perda auditiva, ambos em 23%.

Um estudo realizado pela Genera, laboratório de genômica da Dasa, revelou que o Nordeste é a região brasileira com maior percentual de indivíduos considerados em alto risco genético para esclerose múltipla e perda auditiva, com índices de 23% para ambas as condições. A análise foi feita com dados de 650 mil testes genéticos ao longo de 16 anos e envolveu 55 marcadores genéticos, evidenciando variações regionais na predisposição genética para diversas doenças.

Além das condições mencionadas, o Nordeste também apresentou 22% de pessoas em alto risco genético para glaucoma e câncer de próstata. Para enxaqueca, o índice foi de 17%, empatando com o Centro-Oeste, enquanto o Sudeste registrou 18% e o Sul, 19%.

É importante ressaltar que esses dados não indicam uma maior incidência dessas doenças na região. O estudo foca na predisposição genética, que é apenas um dos fatores que podem influenciar no desenvolvimento de doenças, ao lado de aspectos ambientais, comportamentais e sociais.

No caso do câncer de próstata, a região Norte apresentou o maior percentual de 24%, seguida pelo Nordeste com 22%. O Centro-Oeste e o Sul apresentaram 21% cada, enquanto o Sudeste registrou 20%.

Ricardo Di Lazzaro, médico e fundador da Genera, enfatiza que as diferenças regionais devem ser analisadas com cautela. A composição genética varia entre as populações, e a localização geográfica não é o único fator determinante para o risco de doenças.

A pesquisa também destacou que, apesar do Nordeste ter os maiores percentuais em algumas condições, isso não significa que as doenças sejam mais comuns na região. Os escores de predisposição genética utilizados são baseados em evidências científicas e não substituem um diagnóstico médico.

Além disso, o estudo não inclui doenças monogênicas, que requerem uma abordagem específica. Assim, os resultados devem ser entendidos em um contexto mais amplo, considerando fatores como histórico familiar e hábitos de vida.

Por fim, os dados abrem novas possibilidades para pesquisas sobre a diversidade genética na população brasileira e suas possíveis relações com diferentes doenças.

Fonte: Bahia Notícias