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Polícia Civil investiga mortes de bebês após cirurgias em hospital de São Paulo

Por: Redação

23/10/2026 • 16h21

A investigação apura a morte de crianças após procedimentos no Hospital Salvalus, com indícios de infecções hospitalares.

A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar a morte de bebês e crianças de até três anos após cirurgias realizadas no Hospital Salvalus, situado na Rua Bresser, no bairro da Mooca, na Zona Leste da capital. A unidade faz parte da rede Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), pelo menos seis óbitos estão sendo examinados pelo 8º Distrito Policial. As investigações buscam esclarecer as condições em que essas mortes ocorreram, ligadas a infecções hospitalares, como sepse, que pode levar à falência de órgãos. Os casos são investigados desde o início do ano, com a denúncia formalizada em 21 de outubro.

A assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que representa três mães, afirmou que o total de famílias que perderam filhos após cirurgias no hospital pode chegar a 19 nos últimos seis meses. Boletins de ocorrência foram registrados em várias localidades, como Praia Grande, Itaquaquecetuba e na capital, incluindo a delegacia de Vila Maria.

Eduarda destacou que as crianças estavam sendo operadas para corrigir má-formações ou problemas digestivos, condições que apresentavam risco mínimo de morte, mas que acabaram enfrentando infecções graves. Ela planeja acompanhar outras famílias ao 8º DP na próxima semana para registrar mais ocorrências.

A Polícia Civil informou que está realizando diligências, como a coleta de depoimentos de testemunhas e profissionais de saúde, além da análise dos prontuários médicos das crianças. A investigação pretende esclarecer as circunstâncias das cirurgias e a relação entre as complicações e as mortes.

O Hospital Salvalus, por sua vez, declarou que ainda não recebeu notificação formal sobre os casos e manifestou disposição para colaborar com as autoridades, sempre respeitando o sigilo médico e a privacidade dos pacientes. A instituição ressaltou que considera os relatos sérios, mas que não se pode atribuir uma mesma causa a diferentes situações clínicas sem comprovação.

O hospital, que é referência em atendimento de gestantes de alto risco e pediatria de alta complexidade, informou ter tratado mais de mil crianças neste ano, com a análise interna indicando históricos clínicos variados. As investigações continuam, e a apuração detalhada de cada caso poderá elucidar as circunstâncias das mortes e verificar possíveis relações entre os episódios.

Fonte: Bahia Notícias