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PDT e MDB buscam formar bloco com sete deputados na Assembleia Legislativa da Bahia

Por: Redação

04/11/2026 • 00h00

Os partidos PDT e MDB estão em negociações para criar um bloco parlamentar com sete integrantes na Assembleia Legislativa da Bahia, visando aumentar sua representação.

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) avançam em negociações para estabelecer um bloco parlamentar de sete deputados na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), com início previsto para fevereiro de 2027. O objetivo é fortalecer a participação de ambos os partidos na divisão de cargos e comissões da Casa.

A articulação foi confirmada pelos deputados eleitos Luciano Pinheiro (PDT) e Lúcio Vieira Lima, presidente de honra do MDB na Bahia. O bloco será formado pelos cinco deputados do PDT e os dois representantes do MDB, conforme Lúcio destacou: "Na AL-BA, é sempre importante formar bloco porque aumenta os espaços".

Ele também mencionou que a união das bancadas alcançaria o que ele chama de "número mágico" de sete membros, ampliando as oportunidades de participação na estrutura legislativa. Ambos os partidos fazem parte da base do governo estadual e, segundo Lúcio, não há divergências ideológicas que possam comprometer a coesão do bloco nas votações.

Luciano Pinheiro acrescentou que as tratativas estão focadas na formação do bloco com o MDB. "Nossa intenção é formar um bloco, com sete parlamentares, já que elegemos cinco", afirmou.

O PDT elegeu os deputados Luciano Pinheiro, Marcinho Oliveira, Neto Coelho, Cacau da Mata e Josafá Marinho, enquanto o MDB elegeu Rogério Andrade, reeleito, e Carlinhos Sobral.

A criação de um bloco permite que as legendas unam forças para conquistar espaços que seriam mais difíceis de obter individualmente, garantindo uma liderança própria e melhores condições para participar da distribuição de cargos na Mesa Diretora e nas comissões.

Entretanto, a formação do bloco depende de questões jurídicas relacionadas ao PDT e à cláusula de desempenho, que a legenda não conseguiu atingir nas eleições de 2026. Discussões judiciais sobre a possibilidade de formar federações partidárias ainda estão pendentes e podem afetar a configuração das bancadas.

Caso o PDT não consiga reverter os efeitos da cláusula de barreira, os deputados poderão mudar de partido sem perder os mandatos, o que também poderá influenciar nas negociações em curso. Nos bastidores, a união com o MDB é vista como uma estratégia para preservar a articulação política e fortalecer a presença dos partidos na Assembleia.

A viabilidade de uma federação, após as eleições, dependerá de decisões judiciais a serem tomadas.

Fonte: Bahia Notícias