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Hipertensão afeta 28,3% de crianças e adolescentes brasileiros

Por: Redação

22/10/2026 • 17h00

Levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia revela preocupantes índices de hipertensão entre jovens.

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) constatou que 28,3% das crianças e adolescentes no Brasil apresentam hipertensão arterial. Além disso, 11,6% dos avaliados estão em pré-hipertensão. O estudo, intitulado Brasil Coração Saudável, analisou 6.092 jovens de 38 escolas entre 3 de junho e 7 de outubro de 2026.

A prevalência é mais alarmante entre os meninos. Na faixa etária de 15 a 18 anos, o índice de hipertensão chega a 40,7%, enquanto entre crianças com menos de sete anos, a proporção é de 39,1%. Os dados englobam participantes de Minas Gerais (2.973 casos), Rio Grande do Sul (3.059) e São Paulo (60).

O cardiologista Álvaro Avezum, que faz parte da SBC e coordena o projeto, aponta que a combinação de sedentarismo, má alimentação e estresse contribui para o aumento dos riscos cardiovasculares na infância e adolescência, favorecendo a obesidade e a hipertensão, além de comprometer a saúde ao longo da vida.

O levantamento também revelou que cerca de um terço dos participantes apresenta excesso de peso: 19,5% têm sobrepeso e 13,6% são obesos. O sobrepeso foi mais prevalente entre meninas de 11 a 14 anos, com 24%, enquanto a maior taxa de obesidade foi encontrada entre meninos de 7 a 10 anos, atingindo 17,1%.

Entre os jovens com obesidade, 48,4% apresentam hipertensão, com esse número subindo para 60,5% entre adolescentes obesos de 15 a 18 anos. Além disso, 59% dos entrevistados passam mais de três horas por dia em frente a telas, e 66% realizam apenas uma a duas horas de atividade física semanalmente.

A escola se destaca como um importante espaço para a prática de exercícios, com 93% dos participantes relatando atividades físicas nesse ambiente. O celular é o dispositivo mais utilizado, com 86% de menções, seguido pela televisão, citada por 80% dos jovens. Esses dados ressaltam a necessidade de monitorar a pressão arterial desde a infância e promover hábitos saudáveis, como uma alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas.

Fonte: Bahia Notícias