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Flávio Bolsonaro se declara presidente eleito e critica resultado das eleições

Por: Redação

28/10/2026 • 17h01

O senador Flávio Bolsonaro publicou uma carta em que se considera presidente eleito e questiona a legitimidade do resultado das eleições presidenciais.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta na qual se autodenomina "presidente eleito" e classifica o resultado das eleições presidenciais como um "golpe de Estado". A publicação foi compartilhada nas redes sociais por Paulo Figueiredo, um influenciador alinhado ao parlamentar.

A declaração de Flávio ocorre após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25), onde perdeu por 4,4 milhões de votos. Com isso, ele questiona a veracidade do resultado das urnas e não reconhece a vitória de Lula, o que contrasta com suas declarações anteriores, nas quais parecia disposto a aceitar o resultado e não contestá-lo.

Flávio embarcou para Miami, nos Estados Unidos, após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e fazer uma escala no Equador. Sua viagem se deu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega de seus passaportes em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro, acusações que Flávio nega.

A nova postura de Flávio, que retoma os questionamentos sobre a legitimidade da eleição, surpreendeu aliados que esperavam uma aceitação do resultado. Na carta, ele menciona uma série de alegações sobre irregularidades eleitorais e critica a atuação do STF e do TSE.

Flávio compara sua situação com a de figuras históricas que lutaram por liberdade em exílio, como Rui Barbosa e Charles de Gaulle, e afirma que sua luta pela democracia no Brasil está apenas começando. Ele se compromete a liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e pede à comunidade internacional que não normalize a situação política no Brasil.

Na carta, Flávio conclama seus apoiadores a permanecerem firmes e garante que sua luta pela liberdade e pelos direitos humanos continuará. "Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre", afirma.

Fonte: Bahia Notícias