Anotações da juíza condenada na Operação Faroeste revelam desejo de riqueza
Por: Redação
22/10/2026 • 08h40
Durante o julgamento da Operação Faroeste, anotações da desembargadora Maria do Socorro foram lidas, revelando seu desejo de ganhar 10 milhões.
O julgamento dos réus da Operação Faroeste, realizado nesta quarta-feira (21) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), trouxe à tona anotações da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago. O ministro OG Fernandes apresentou trechos em que a magistrada expressa o desejo de ganhar 10 milhões de reais, aspirando a uma vida de opulência e riqueza.
Fernandes argumentou que essa anotação sugere a possibilidade de que Maria do Socorro recebia propina para favorecer decisões judiciais. Ele destacou que é difícil, por meios legais, acumular tal quantia, exceto em casos de herança ou ganhos em loterias.
A investigação que levou à condenação da desembargadora e de outros quatro réus, incluindo o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, baseou-se em diversos elementos, como movimentações financeiras, mensagens de WhatsApp e depoimentos de delatores.
Penas impostas:
- Adailton Maturino dos Santos: 21 anos e 7 meses de prisão
- Geciane Maturino dos Santos: 16 anos e 4 meses de prisão
- Sérgio Humberto de Quadros Sampaio: 15 anos e 8 meses de prisão
- Maria do Socorro Barreto Santiago: 14 anos e 11 meses de prisão
- Ricardo Augusto Três: 10 anos e 9 meses de prisão
A Corte também decidiu pela perda dos cargos dos magistrados e, após o trânsito em julgado, a medida poderá resultar na cassação das aposentadorias e benefícios por inatividade. Além disso, os bens e valores obtidos de forma ilícita foram determinados a ser perdidos em favor da União.
Fonte: Bahia Notícias

