Desmatamento em áreas protegidas da Amazônia registra menor nível desde 2008
Por: Redação
24/10/2026 • 10h40
Em 2026, o desmatamento em unidades de conservação da Amazônia diminuiu para 111 km², o menor índice desde 2008.
O desmatamento nas unidades de conservação da Amazônia Legal alcançou, em 2026, o menor nível registrado desde o início da série histórica em 2008. Dados divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que 111 km² de vegetação foram derrubados nessas áreas, o que representa uma redução de 17% em comparação a 2025, quando foram desmatados 134 km².
Quando se observa o ano de 2021, que teve o pico de 618 km² de desmatamento, a queda é ainda mais significativa, chegando a 82%. De acordo com o ICMBio, essa diminuição é atribuída a ações de fiscalização e proteção ambiental em áreas que enfrentam maior pressão de exploração.
Entre as unidades de conservação com maior desmatamento estão as Florestas Nacionais de Altamira e Jamanxim, no Pará, a Área de Proteção Ambiental do Tapajós, a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, e o Parque Nacional do Juruena, que abrange partes de Mato Grosso e Amazonas.
No Cerrado, embora também tenha ocorrido uma redução no desmatamento em unidades de conservação federais, a queda foi menos acentuada. Em 2026, foram registrados 47 km² de vegetação derrubada, uma redução de 8% em relação ao ano anterior, representando 0,9% do total de desmatamento no bioma. No total, o Cerrado perdeu 5,5 mil km² de vegetação, o que mostra uma redução de 23% em comparação a 2025.
O presidente do ICMBio, Mauro Pires, destacou a importância das unidades de conservação para a proteção da biodiversidade e a preservação do patrimônio natural para as futuras gerações.
Fonte: Bahia Notícias

