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Conselho de Nutrição da Bahia lança Escola Antirracista para debater justiça alimentar

Por: Redação

22/10/2026 • 00h00

O CRN-5 criou a Escola Antirracista de Nutrição para discutir o racismo estrutural e promover a equidade racial na alimentação e saúde.

O Conselho Regional de Nutrição da 5ª Região (CRN-5), que abrange a Bahia e Sergipe, inaugurou oficialmente a Escola Antirracista de Nutrição. Este curso visa capacitar estudantes e profissionais para discutir o racismo estrutural no contexto da alimentação e saúde.

Taiane Cazumbá, conselheira do CRN-5, afirmou que a Escola surge com o lema "Nutrição não é um território neutro". O objetivo é fortalecer práticas profissionais que priorizem a equidade racial e o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA), além de promover sistemas alimentares justos e sustentáveis. Segundo Taiane, a nutrição antirracista está intrinsicamente ligada à justiça social e à garantia de direitos, enfatizando a necessidade de respeitar a cultura e a diversidade da população, especialmente na Bahia, onde a maioria é negra.

O CRN-5 também abriu inscrições para o curso "Nutrição, Antirracismo e Justiça Alimentar", que possui carga horária de 20 horas em formato híbrido. O curso irá abordar desde políticas públicas voltadas à saúde da população negra até práticas antirracistas no dia a dia profissional.

Taiane destacou a importância de compreender o contexto social e a cultura alimentar dos indivíduos, ressaltando que o racismo estrutural pode levar à violação do direito à alimentação. Ela alertou que a industrialização e o consumo de alimentos processados podem resultar em "nutricídio", comprometendo a segurança alimentar e nutricional.

O curso é direcionado a nutricionistas, estudantes e técnicos da área, com o intuito de formar profissionais capacitados para trabalhar em diferentes contextos sociais e valorizar a cultura alimentar local. Taiane enfatizou que a nutrição deve se adaptar à realidade da população, especialmente em comunidades negras e em situação de vulnerabilidade.

Por fim, ela reforçou a necessidade de os profissionais estarem atentos às políticas públicas que garantem o acesso à alimentação adequada e a importância de valorizar a cultura alimentar na prática profissional.

Fonte: Bahia Notícias