Aladilce Souza cobra melhorias na saúde materno-infantil e critica gestão de Bruno Reis
Vereadora diz que atenção básica em Salvador apresenta fragilidades no acompanhamento de gestantes
Por: Redação
04/05/2026 • 17h01
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) cobrou, nesta segunda-feira (4), esclarecimentos do prefeito Bruno Reis sobre a política de saúde materno-infantil em Salvador. Segundo ela, a capital baiana apresenta fragilidades estruturais no atendimento às gestantes, especialmente na rede básica de saúde.
“Salvador falha antes do parto. Há falhas no acompanhamento das gestantes, no cuidado territorial e, depois, tenta-se resolver na maternidade um problema que começa muito antes, na atenção primária”, afirmou a parlamentar, que é enfermeira e autora da Lei Maternidade Certa.
As críticas têm como base dados do Plano Municipal de Saúde de Salvador 2022-2025, elaborado pela própria Secretaria Municipal da Saúde. O documento aponta baixa cobertura em áreas como Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família, com índices de 13,4% e 15,1% em diferentes recortes da série histórica.
No campo da atenção materno-infantil, o relatório indica que a proporção de nascidos vivos de mães com sete ou mais consultas de pré-natal ficou entre 64,3% e 66,5%. Isso significa, segundo a leitura da vereadora, que cerca de um terço das gestantes não atinge o acompanhamento considerado adequado.
Para Aladilce, os números revelam um problema anterior ao atendimento hospitalar. “Quando a gestante não é acompanhada corretamente, quando falta atuação da atenção básica no território, com prevenção, exames, vacinação e busca ativa, as consequências aparecem depois nas maternidades e na rede de urgência”, declarou.
A vereadora também criticou o que considera uma desconexão entre indicadores de saúde e a comunicação institucional da gestão municipal. Segundo ela, ações pontuais e inaugurações não substituem uma rede estruturada de atenção primária.
“É preciso discutir saúde materno-infantil com seriedade. Isso envolve equipes completas, pré-natal efetivo, agentes comunitários atuantes e uma rede preparada para cuidar das mulheres antes da fase hospitalar”, disse.
Ao final, Aladilce reforçou a cobrança por explicações da gestão municipal sobre os índices apresentados. Para ela, a responsabilidade da Prefeitura começa no território. “A saúde da mulher e da criança depende de acompanhamento contínuo na base. É nesse ponto que Salvador ainda apresenta falhas importantes”, concluiu.

