Sindicato leva ao Ministério Público denúncia de nepotismo na Prefeitura
Representação cita secretário da Casa Civil e aponta nomeação de familiar com alto salário na área de turismo
Por: Redação
27/04/2026 • 17h01 • Atualizado
Uma denúncia formal protocolada no Ministério Público da Bahia reforça suspeitas de irregularidades na Prefeitura de Salvador, envolvendo possível uso indevido de poder e práticas de nepotismo. O documento foi apresentado pelo Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (SINDSEPS), que pede apuração rigorosa dos fatos.
A representação é direcionada ao secretário da Casa Civil, Luiz Antônio Carreira, apontado como um dos principais articuladores da gestão municipal. Segundo o sindicato, há indícios de nepotismo explícito na nomeação de sua filha, Adriana Coelho Carreira, para o cargo de assessora especial na Saltur, órgão responsável pelo turismo da capital baiana.
De acordo com o documento, a função ocupada teria remuneração estimada em cerca de R$ 24 mil mensais, enquanto o próprio secretário receberia salário superior a R$ 30 mil, valor equiparado ao do prefeito. A denúncia sustenta que a nomeação pode violar normas que proíbem favorecimento de parentes no serviço público.
Além do caso específico, o sindicato afirma que há relatos recorrentes de práticas semelhantes na administração municipal, incluindo a contratação de familiares, como esposas, filhos e outros parentes, por meio de vínculos diretos, indiretos ou até terceirizações. Tais situações poderiam configurar tanto nepotismo direto quanto cruzado.
O documento destaca ainda que a responsabilidade de prevenir esse tipo de irregularidade recai justamente sobre a Casa Civil, cuja função institucional exige o cumprimento dos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa, conforme previsto no artigo 37 da Constituição Federal.
Diante dos fatos expostos, o SINDSEPS solicita ao Ministério Público:
A apuração rigorosa das denúncias apresentadas;
A verificação da eventual prática de nepotismo direto ou cruzado;
A adoção das medidas administrativas e legais cabíveis;
A responsabilização dos envolvidos, caso confirmadas as irregularidades.
A representação também reforça a necessidade de transparência na gestão pública e de fiscalização sobre os processos de nomeação no serviço municipal.
A redação entrou em contato com a Secom e a Casa Civil, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

