Fecomércio-BA mantém processo eleitoral mesmo após ordem judicial e é alvo de questionamentos sobre descumprimento
Mesmo com liminar que suspende eleição e afasta presidente, entidade segue processo eleitoral e oposição aponta irregularidades
Por: Redação
28/04/2026 • 14h34
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA) segue conduzindo seu processo eleitoral interno mesmo após uma decisão liminar da Justiça do Trabalho que determinou o afastamento do presidente Kelsor Fernandes e a suspensão imediata da eleição. A medida judicial foi proferida no último dia 23 de abril.
Apesar da determinação, a atual direção da entidade sustenta que ainda não foi formalmente notificada, argumento utilizado para justificar a continuidade dos procedimentos eleitorais.
No dia seguinte à divulgação da liminar, em 24 de abril, foram protocolados dois mandados de segurança, um em nome da própria Fecomércio-BA e outro em nome de Kelsor Fernandes, com o objetivo de tentar reverter a decisão judicial.
Durante reunião realizada nesta terça-feira (28), o vice-presidente Allisson Ferreira solicitou o registro em ata do suposto descumprimento da ordem judicial e afirmou estar à disposição para cumpri-la. Segundo ele, o fato de os mandados de segurança já terem sido apresentados indicaria que a entidade tinha conhecimento formal da decisão.
Ainda no dia 24 de abril, foi firmado um aditivo contratual no valor de R$ 15 milhões, destinado à elaboração de projetos executivos e à execução de obras de reforma da unidade Sesc Piatã, em Salvador. O ato chamou atenção por ocorrer em meio ao cenário de questionamentos judiciais envolvendo a gestão da entidade.
A ação que resultou na liminar foi movida pela Chapa 02, liderada por Allisson Ferreira. No processo, o grupo alega a existência de irregularidades no processo eleitoral, incluindo suposta manipulação de regras para favorecer a Chapa 01. A decisão judicial apontou indícios de vícios procedimentais e possível fraude no andamento da eleição.

