Sexta-feira, 10 de abril de 2026Sobre nósFale conosco
Camara salvador

Início

Notícias

Vereador causa tumulto ao rasgar contrac...

Vereador causa tumulto ao rasgar contracheque de professora em Camaçari

Professores pressionam Câmara por reajuste salarial que segue travado na comissão

Por: Redação

09/04/202615h01Atualizado

Foto: Reprodução/Instagram @vereadorjamessom

Uma confusão generalizada tomou conta da Câmara de Vereadores de Camaçari nesta quinta-feira (9), durante protesto de professores da rede municipal de ensino.

Os educadores ocuparam o plenário da Casa para cobrar celeridade na apreciação do projeto de lei de reajuste da categoria, que, segundo eles, está parado na Comissão de Finanças e Orçamento por falta de vontade política de alguns vereadores da oposição.

Durante o ato, a presidente do Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec), Sara Santiago Carneiro, exibiu seu contracheque ao vereador da oposição Jamessom (PL). Em resposta, o parlamentar rasgou o demonstrativo de pagamento, provocando revolta e indignação entre os presentes. A cena interrompeu a sessão e gerou protestos imediatos no plenário.

O vereador Jamessom da Silva Santos, do PL de Camaçari, ultrapassou todos os limites ao rasgar, em público, o contracheque da presidente do SISPEC no momento em que ela apresentava seus próprios vencimentos. O episódio expõe um comportamento incompatível com a responsabilidade de quem ocupa um cargo público.

O caso reacende o debate sobre a valorização da carreira docente. Em março, os professores da rede pública municipal aprovaram a proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura de Camaçari, que prevê aumentos de 5,4% a 10,36%, variando conforme a letra e o nível de cada profissional. Esses percentuais somam a recomposição da tabela do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) e o percentual do piso do magistério.

Enquanto os educadores aguardam a tramitação do projeto, o episódio evidencia a tensão crescente entre a categoria e o Legislativo, mostrando que o respeito às demandas da classe ainda é um desafio na política local.