Gestão municipal falha em atender demandas, diz Marta Rodrigues
Vereadora destaca desigualdades e cobra melhor distribuição de recursos
Por: Redação
24/04/2026 • 15h32 • Atualizado
A repetição de alagamentos em Salvador durante períodos de chuva voltou a acender o debate sobre planejamento urbano e infraestrutura. Para a vereadora Marta Rodrigues (PT), os episódios evidenciam falhas persistentes da gestão municipal, especialmente na ausência de investimentos estruturais capazes de prevenir os transtornos enfrentados pela população.
Em declaração feita nesta quinta-feira (23), a parlamentar afirmou que os problemas vão além de situações pontuais. Segundo ela, os alagamentos refletem um cenário de abandono histórico, marcado pela falta de planejamento e pela desigualdade no acesso a serviços urbanos. As áreas mais pobres, destaca, continuam sendo as mais atingidas a cada novo temporal.
A vereadora também questionou a recorrência dos episódios, ressaltando que não é aceitável que ruas inundadas, casas invadidas pela água e famílias prejudicadas façam parte da rotina da cidade. Para ela, a repetição anual desses cenários demonstra a ausência de soluções definitivas por parte do poder público.
Marta Rodrigues defende que Salvador precisa rever seu modelo de crescimento e priorizar obras que garantam segurança e dignidade à população. Entre os pontos levantados estão investimentos em macrodrenagem, manutenção contínua de canais e políticas voltadas à prevenção de desastres em áreas vulneráveis.
Como alternativa, a parlamentar apresentou o Projeto de Indicação nº 64/2026, em tramitação na Câmara Municipal, que propõe a instalação de “bueiros inteligentes”. A medida prevê a utilização de estruturas com cestos internos para retenção de resíduos sólidos, com o objetivo de evitar entupimentos e melhorar o escoamento das águas da chuva, especialmente em regiões historicamente afetadas por alagamentos.
Para a vereadora, enfrentar o problema exige uma abordagem mais ampla, que inclua também saneamento básico, ordenamento do uso do solo e ações preventivas diante dos impactos climáticos. Segundo ela, enquanto essas medidas não forem tratadas como prioridade, a população sobretudo a que vive em áreas periféricas continuará sendo a mais prejudicada.

