Terça-feira, 10 de março de 2026Sobre nósFale conosco
Camara Salvador

Início

Notícias

Senador reúne assinaturas e protocola pe...

Senador reúne assinaturas e protocola pedido de CPI para investigar relação de ministros do STF com Banco Master

Requerimento apresentado por Alessandro Vieira conta com apoio de 35 senadores e pressiona presidência do Senado a analisar instalação da comissão

Por: Redação

10/03/202614h13

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Arquivo

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segunda-feira (9) um pedido para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar possíveis vínculos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o Banco Master.

O requerimento reuniu 35 assinaturas, superando o mínimo de 27 necessárias para protocolar a proposta. Entre os signatários estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República, e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), além de nomes como Sergio Moro (União-PR).

Em publicação nas redes sociais, Vieira afirmou que a criação da comissão é uma “investigação necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”. Segundo ele, a apuração deve garantir que “a lei valha para todos”. “O Brasil só será uma verdadeira república democrática quando todos estiverem submetidos ao mesmo rigor da lei”, escreveu o senador.

Atualmente, já existem dois requerimentos com assinaturas suficientes para investigar supostas irregularidades ligadas ao Banco Master, um de CPI mista e outro exclusivo do Senado. No entanto, a decisão de instalar a comissão depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Alcolumbre tem resistido às pressões de parlamentares para dar andamento às investigações. Nos bastidores, senadores afirmam que o presidente da Casa busca evitar o tema em um ano eleitoral, temendo um desgaste político que possa atingir diferentes partidos.

Mesmo assim, parlamentares articulam outras frentes para avançar nas apurações. Entre elas estão a CPI mista do INSS, um grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e a CPI do Crime Organizado, da qual Alessandro Vieira é relator.

A pressão sobre Alexandre de Moraes aumentou após a divulgação de documentos obtidos pela Polícia Federal e enviados à CPI do INSS. O material inclui dados da quebra de sigilo do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Entre os registros, há mensagens armazenadas no celular de Vorcaro que indicariam contato com Moraes no dia em que o ex-banqueiro foi preso pela primeira vez, em 17 de novembro do ano passado. O ministro do STF nega qualquer irregularidade.

Já Dias Toffoli deixou a relatoria do caso no Supremo após aumento da pressão para que se afastasse do processo. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou conexões entre o ministro, o resort Resort Tayayá e o banco controlado por Vorcaro.

Agora, a Polícia Federal também investiga suspeitas de crimes financeiros envolvendo fundos ligados ao empreendimento turístico, do qual uma empresa da família de Toffoli foi sócia. A corporação pretende aprofundar as apurações por meio da análise de quebras de sigilo e identificação de possíveis irregularidades.