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Sem comando, sem acordo: Coronel diz não ao Republicanos

Oferta de candidatura pelo Republicanos é rejeitada, e PSDB surge como plano B

Por: Redação

13/01/202610h07

Foto: Ascom/Prefeitura de Salvador

A movimentação de bastidores envolvendo o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e o senador Angelo Coronel revela mais do que uma simples tentativa de recomposição eleitoral: expõe fragilidades, desconfianças e disputas por controle partidário na política baiana.

Segundo o site Políticos do Sul da Bahia, ACM Neto teria oferecido a Coronel uma candidatura ao Senado pelo Republicanos, numa tentativa clara de puxá-lo para o campo da oposição. A proposta, no entanto, foi recusada. O motivo não teria sido ideológico, mas estratégico: Coronel avaliou que não teria domínio sobre a estrutura do partido na Bahia, o que reduziria sua autonomia política e o deixaria dependente de decisões externas.

A negativa lança luz sobre um problema recorrente em articulações desse tipo. ACM Neto, que busca se consolidar como principal líder oposicionista no estado, tenta atrair nomes de peso, mas oferece pouco espaço real de comando. Para políticos experientes como Coronel, entrar em um projeto sem controle partidário significa correr o risco de virar figurante em uma estratégia alheia.

Ao mesmo tempo, a situação de Coronel na base governista também parece longe do conforto. O senador enfrenta um evidente estreitamento de espaço, reflexo tanto das disputas internas quanto da reorganização de forças visando as próximas eleições. Diante desse cenário, o plano B ganha força: a filiação ao PSDB, com direito ao comando estadual da sigla.

Entre tucanos, segundo a publicação, a recepção seria “com tapete vermelho”, o que indica o interesse do partido em recuperar protagonismo na Bahia apostando em um nome com mandato e capilaridade política. Diferentemente do Republicanos, o PSDB ofereceria a Coronel algo decisivo: controle e poder de decisão.

O episódio evidencia que, mais do que discursos ou alianças formais, o que está em jogo na política baiana é quem manda, quem decide e quem apenas obedece. E, ao que tudo indica, Angelo Coronel não parece disposto a abrir mão do volante.