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Sem acordo com Bruno Reis há mais de 70 dias, professores mantêm greve e enviam contraproposta

Categoria se reúne em assembleia e marca ato público e nova reunião para esta semana

Por: Redação

15/07/202510h00

Foto: Instagram/APLB-Sindicato Bahia

Após 70 dias de greve, os professores da rede municipal de Salvador decidiram, em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (14), continuar com o movimento de paralisação. Durante o encontro, a categoria aprovou uma contraproposta a ser enviada ao prefeito Bruno Reis ainda hoje.

De acordo com o coordenador-geral da APLB Sindicato, Rui Oliveira, o documento contém ajustes que os professores esperam que sejam analisados pela gestão municipal. “Vamos entregar esse documento ao prefeito Bruno Reis e, depois disso, aguardaremos a resposta. A proposta está feita, agora só depende dele sentar à mesa para negociar com a categoria”, afirmou Rui.

Na tentativa de pressionar por uma solução, a categoria planeja um novo ato para esta terça-feira (15), às 10h, na Estação da Lapa, além de uma nova assembleia que está prevista para quarta-feira (16), no Ginásio dos Bancários.

Na semana passada, a Prefeitura de Salvador apresentou aos professores uma proposta que, embora tenha sido vista como um avanço em alguns pontos, não foi suficiente para encerrar a greve. O texto do Executivo incluiu: envio de um projeto à Câmara Municipal de Salvador em até 15 dias para manter os percentuais da gratificação de aprimoramento, com teto de 25% sobre o vencimento base; Restabelecimento da gratificação de 30% para quem atua em unidades socioeducativas; Retorno da ajuda de custo de 50% para professores e coordenadores pedagógicos lotados nas ilhas; Cancelamento das faltas registradas durante a greve, com a reposição das aulas.

Apesar dessas concessões, a proposta foi rejeitada pela categoria, que apontou a ausência da regência de classe como ponto crítico. Este benefício, que corresponde a 45% do salário base, foi extinto e incorporado ao vencimento, mas sem representar um ganho real para os profissionais, segundo a APLB Sindicato. Para a categoria, essa medida não atende às suas expectativas, uma vez que o valor foi incluído apenas para alcançar o piso nacional de R$ 4.867,77.

Com a contraproposta em mãos, o sindicato aguarda agora uma resposta do prefeito Bruno Reis, apostando na possibilidade de retomada das negociações. Enquanto isso, os professores seguem firmes na greve, com a esperança de que suas demandas sejam finalmente atendidas.

Com a continuidade da greve, o calendário escolar de Salvador segue comprometido. Os professores aguardam por uma solução que contemple as demandas de valorização da categoria, especialmente no que diz respeito ao cumprimento do piso salarial. O movimento grevista espera que nos próximos dias a gestão municipal apresente uma resposta concreta, para que se possa finalmente encerrar o impasse e retomar às aulas.

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