Roberta Santana reage a declarações do secretário municipal e reforça liderança do Estado na saúde materna
Sesab afirma que maternidades estaduais continuam como principal suporte às gestantes e questiona narrativa da Prefeitura
Por: Redação
17/06/2026 • 12h01
A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), por meio da secretária Roberta Santana, contestou declarações recentes da Prefeitura de Salvador sobre a rede materno-infantil da capital e reforçou o papel central do Governo do Estado no atendimento às gestantes ao longo das últimas décadas.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (17), a gestora estadual rebateu a narrativa apresentada pela gestão municipal, por meio do secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, que havia destacado, em entrevista a uma rádio local, a Maternidade Municipal de Salvador como referência crescente no atendimento a gestantes de toda a Bahia. Segundo o Estado, os dados da rede pública demonstram que as maternidades estaduais seguem como principal estrutura de suporte à população, com alta demanda e capacidade instalada historicamente consolidada.
A secretária enfatizou que Salvador permaneceu por quase 477 anos sem maternidade municipal, período em que o atendimento materno-infantil foi sustentado integralmente pela rede estadual. Atualmente, de acordo com a Sesab, as seis maternidades estaduais localizadas na capital seguem concentrando grande volume de atendimentos, com mais de 84 mil registros em 2025 e mais de 40 mil já em 2026.
Roberta Santana também contestou a afirmação de que a unidade municipal teria se tornado referência regional, argumentando que a estrutura estadual permanece como principal retaguarda para casos de média e alta complexidade, além de absorver grande parte da demanda espontânea de gestantes.
Outro ponto destacado foi a responsabilidade da atenção básica no acompanhamento pré-natal. A secretária afirmou que indicadores oficiais apontam que mais de 32% das gestantes em Salvador não completam o pré-natal, o que impacta diretamente o fluxo de atendimentos hospitalares. Para ela, esse cenário reforça a importância da rede estadual, que acolhe pacientes muitas vezes sem o devido encaminhamento ou acompanhamento prévio.
A gestora também comparou indicadores de atenção primária com outras capitais brasileiras, citando índices superiores de cobertura em cidades como Belo Horizonte e Fortaleza, para sustentar a necessidade de maior eficiência na rede municipal de saúde.
Ao final de sua manifestação, Roberta Santana reforçou que o Governo do Estado mantém investimentos contínuos na ampliação e qualificação da rede materno-infantil, destacando que o foco da gestão é garantir atendimento integral às gestantes, independentemente da origem da demanda.
Com isso, a Secretaria da Saúde busca desconstruir a narrativa apresentada pela Prefeitura e reafirmar o protagonismo das maternidades estaduais no atendimento às mulheres em Salvador e na Bahia.

