Prefeitura suspende cobrança do IPTU em Lauro de Freitas após falhas no sistema
Medida anunciada por Débora Régis levanta questionamentos sobre planejamento, transparência e impactos para contribuintes
Por: Redação
02/02/2026 • 10h52
A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis (União), anunciou neste domingo (1º) a suspensão da cobrança dos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) após a identificação de “inconsistências” no sistema responsável pelo lançamento do tributo. A decisão ocorre após reclamações de contribuintes e expõe fragilidades na gestão e no planejamento da administração municipal.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a prefeita afirmou que a suspensão tem como objetivo garantir “justiça social” na cobrança do imposto. Segundo ela, contribuintes que não têm condições de pagar devem ser isentos, conforme prevê a legislação, enquanto aqueles que podem arcar com o tributo devem fazê-lo dentro de critérios considerados justos. Débora Régis também afirmou que nenhum contribuinte será penalizado por falhas no sistema.
Apesar do discurso, a suspensão do IPTU levanta questionamentos sobre a eficiência do processo de lançamento dos carnês e a ausência de informações claras sobre o alcance das inconsistências, o número de imóveis afetados e o prazo para a regularização da cobrança. Até o momento, a Prefeitura não detalhou quais erros foram identificados nem apresentou um cronograma oficial para a retomada do pagamento.
O IPTU é um tributo municipal anual cobrado sobre imóveis localizados em áreas urbanas, como casas, apartamentos, terrenos e estabelecimentos comerciais, sendo uma das principais fontes de arrecadação dos municípios. Problemas no lançamento do imposto podem impactar diretamente o planejamento orçamentário da cidade e a prestação de serviços públicos.
Ainda no vídeo, a prefeita declarou que está acompanhando pessoalmente o processo de correção do sistema e prometeu transparência e rapidez na solução do problema. No entanto, contribuintes aguardam esclarecimentos mais objetivos sobre como e quando a situação será normalizada, bem como sobre eventuais prejuízos causados pela falha administrativa.

