Polícia Federal e CGU ampliam ofensiva contra esquema de descontos ilegais em benefícios do INSS
Nova etapa da Operação Sem Desconto cumpre mandados em quatro estados e investiga prejuízo bilionário a aposentados e pensionistas
Por: Redação
27/05/2026 • 10h39 • Atualizado
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quarta-feira (27) mais uma fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos indevidos aplicados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações apontam que os desvios podem ter causado prejuízo de até R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024.
Segundo informações divulgadas pelo blog da jornalista Camila Bomfim, no g1, a nova etapa da operação tem como foco três núcleos regionais suspeitos de participação no esquema fraudulento. Ao todo, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares determinadas pela Justiça, como bloqueio de bens e uso de monitoramento eletrônico.
As ações foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ocorrem no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba. Em Brasília, as associações UNIBAP e ABENPREV estão entre os principais alvos da investigação. Já em São Paulo, nove mandados são executados contra quatro entidades suspeitas.
De acordo com a PF e a CGU, os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio. Parte dos envolvidos já está submetida ao uso de tornozeleira eletrônica por determinação judicial.
A Operação Sem Desconto investiga a atuação de associações e entidades que realizavam cobranças não autorizadas diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas, sem consentimento dos segurados. O caso é considerado uma das maiores fraudes já identificadas no sistema previdenciário brasileiro.

