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Capacitação de comunidades locais é debatida para obras da Ponte Salvador-Itaparica

Encontro discute inclusão produtiva e qualificação de trabalhadores da área de influência da ponte

Por: Redação

22/05/202615h37

Foto: Filipe Barbosa/Sepromi

O Governo do Estado da Bahia discutiu, nesta quinta-feira (21), o andamento das iniciativas voltadas à contratação de mão de obra local para as obras da Ponte Salvador–Itaparica. O encontro contou com representantes da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste (SVPonte), do SineBahia e da concessionária responsável pelo empreendimento.

A reunião teve como foco o fortalecimento das estratégias de qualificação profissional e inclusão produtiva das comunidades diretamente impactadas pela construção da ponte. A prioridade nas contratações segue critérios sociais e territoriais, com atenção especial a pescadores, marisqueiras, povos e comunidades tradicionais, além de moradores de municípios como Maragogipe, Itaparica, Vera Cruz e localidades vizinhas.

Durante o encontro, foram apresentadas ações em andamento e novas propostas para ampliar a capacitação profissional desses públicos. Entre as iniciativas estão a oferta de cursos de formação e a criação de um banco de talentos territorializado, construído em parceria com colônias de pescadores, associações comunitárias e prefeituras da região.

Segundo o chefe de gabinete da SVPonte, Pedro Dórea, o projeto representa não apenas uma grande obra de infraestrutura, mas também uma oportunidade de transformação social. Ele destacou que a valorização da mão de obra local é parte essencial do legado da Ponte Salvador–Itaparica para a Bahia.

Anfitrião da reunião, o chefe de gabinete da Sepromi, Richard Santos, reforçou o papel da secretaria na articulação das ações de inclusão. Ele afirmou que o objetivo é garantir que povos e comunidades tradicionais tenham acesso às oportunidades geradas pelo empreendimento, respeitando suas especificidades culturais e territoriais. Para ele, a iniciativa também representa um processo de justiça social e reparação histórica por meio da inclusão produtiva.

Atualmente, a Setre oferta 1.400 vagas distribuídas em 100 turmas de capacitação profissional, voltadas a trabalhadores que poderão atuar diretamente nas atividades relacionadas ao Sistema Viário Oeste da ponte. A política do governo é antecipar a formação da mão de obra local, assegurando prioridade de acesso aos postos de trabalho para baianos e baianas.

As inscrições para os cursos devem ser abertas entre o final de junho e o início de julho. A ação integra o conjunto de medidas estratégicas que acompanham o projeto da Ponte Salvador–Itaparica, considerado estruturante para o desenvolvimento regional, a mobilidade e a integração econômica da Bahia.