Polícia Civil investiga uso de perfis falsos para ataques contra autoridades públicas na Bahia
Operação Gabinete Fantasma investiga adolescente por falsa identidade e difamação
Por: Redação
24/04/2026 • 13h02
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta sexta-feira (24), a Operação Gabinete Fantasma, voltada à investigação da criação de perfis falsos utilizados para disseminar ofensas contra autoridades públicas em redes sociais. Durante a ação, foi identificado um adolescente apontado como responsável por contas fraudulentas que usavam indevidamente o nome e a imagem de um secretário de Estado.
A operação foi conduzida por equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da 6ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), vinculada ao Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), além da 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Depin).
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo dois no município de Barro Preto e um em Itabuna, no sul da Bahia. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara das Garantias da Comarca de Salvador, após representação da autoridade policial.
As investigações começaram em dezembro de 2025, quando foi identificado um perfil em uma plataforma de mensagens que utilizava indevidamente dados e imagens oficiais de um secretário de Estado. Segundo a apuração, o responsável pela conta publicava mensagens ofensivas e de teor indecoroso em um grupo de discussão política, simulando que as manifestações partiam da própria autoridade pública.
Com o uso de técnicas de inteligência policial, os investigadores rastrearam a origem dos acessos e chegaram a um adolescente residente em Barro Preto. Durante as diligências, também foi constatado que ele mantinha outros perfis falsos, incluindo contas que utilizavam o nome de uma autoridade do Executivo municipal. Nas redes sociais, o jovem se apresentava como “desenvolvedor de IA especializado em investigações digitais”.
No cumprimento das medidas judiciais, o adolescente foi localizado e teve o celular apreendido. O aparelho será encaminhado para perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Ele deve responder por atos infracionais análogos aos crimes de difamação qualificada em ambiente digital e falsa identidade.
O caso será acompanhado pela Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), responsável pela adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

