Reação de militares à fuga de Flávio Bolsonaro favorece Tarcísio de Freitas
Por: Redação
02/11/2026 • 16h30
Após a derrota de Flávio Bolsonaro e sua saída para os EUA, militares se distanciam do bolsonarismo e apoiam Tarcísio de Freitas para a presidência em 2030.
A saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, sem reconhecer sua derrota nas eleições de 2026, gerou descontentamento entre os militares, que historicamente o apoiaram. A atitude foi vista como uma traição àqueles que votaram nele, levando a uma onda de críticas na caserna.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, vem se destacando como uma alternativa ao bolsonarismo, recebendo o apoio crescente dos militares. Tarcísio já havia sido considerado o favorito para a presidência e agora admite a possibilidade de candidatar-se ao Planalto em 2030.
Militares de diversas patentes expressaram sua desaprovação em relação à atitude de Flávio, comparando-a a um comandante que abandona suas tropas. Para eles, a lealdade e o caráter são valores fundamentais que foram desrespeitados.
Tarcísio, um ex-militar, é visto como alinhado aos valores conservadores que a "família militar" aprecia e como alguém mais preparado para uma eventual candidatura presidencial. Seus anos de serviço e sua formação no Instituto Militar de Engenharia o aproximam mais do Exército do que Flávio e seus irmãos.
Apesar de ter sido apoiado por Bolsonaro, a expectativa é que Tarcísio se distancie do ex-presidente, especialmente após o descontentamento militar com o atual governo e o Supremo Tribunal Federal (STF). A insatisfação com as punições aplicadas a militares envolvidos em atos golpistas também é um fator que influencia essa nova dinâmica.
A militarização da política continua a crescer no Brasil, com o número de militares e policiais eleitos alcançando níveis recordes. Ao mesmo tempo, há uma proposta no Congresso para restringir a candidatura de militares da ativa, que enfrenta forte resistência dentro das Forças Armadas.
Fonte: Política Livre

