Ministério do Trabalho recebe 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral em três dias
Por: Redação
31/10/2026 • 18h15
O Ministério do Trabalho registrou mais de 4 mil denúncias de assédio eleitoral nos primeiros dias de um novo canal de denúncias.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) contabilizou 4.305 denúncias de assédio eleitoral nos três primeiros dias de funcionamento de um canal dedicado a essas ocorrências, entre quarta e sexta-feira, após as eleições presidenciais. São Paulo lidera o número de registros, com 1.325 denúncias, seguido pelo Rio de Janeiro, com 354, e Minas Gerais, com 345.
A análise das denúncias está sendo realizada pela Auditoria Fiscal do Trabalho, e é importante ressaltar que esses números não indicam que todas as queixas foram confirmadas. O Sudeste, por sua vez, concentra 2.087 denúncias, correspondendo a 48,5% do total. O Nordeste e o Sul vêm em seguida com 784 e 757 registros, respectivamente. No Paraná e em Santa Catarina, foram registradas 268 e 259 ocorrências.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, ressaltou que os empregadores não têm o direito de ameaçar, constranger ou discriminar seus funcionários com base em suas escolhas políticas. A legislação brasileira veda essas práticas, que podem resultar em multas, reintegração de trabalhadores ou indenizações.
Equipes de fiscalização já estão em campo para investigar as denúncias e, ao identificarem irregularidades, podem aplicar sanções e encaminhar os casos para outros órgãos. O governo também considera a criação de uma lista pública de empregadores que tenham sido responsabilizados por assédio eleitoral, semelhante ao cadastro de empresas que utilizam trabalho análogo à escravidão.
As ações são realizadas em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Advocacia-Geral da União (AGU) e outros órgãos, incluindo iniciativas para remover conteúdos ilegais das plataformas digitais. As denúncias podem ser feitas de forma sigilosa, mesmo após o término das eleições.
Fonte: Política Livre

