Malafaia critica Fachin e acusa STF de favorecer governo Lula
Por: Redação
14/09/2026 • 21h15
O pastor Silas Malafaia questiona a imparcialidade de Edson Fachin e aponta articulações no Supremo Tribunal Federal.
O pastor Silas Malafaia fez duras críticas ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, em um vídeo divulgado em suas redes sociais. Ele levantou dúvidas sobre a imparcialidade de Fachin, acusando-o de colaborar com outros membros do tribunal para favorecer o governo Lula e prejudicar o ministro André Mendonça.
Malafaia, uma figura proeminente entre os evangélicos de direita e próximo ao bolsonarismo, questionou: "Vocês acham que Fachin é isento?". Em sua análise, se o ministro realmente fosse imparcial, teria solicitado que o ministro da Justiça, Flávio Dino, deixasse de criar distrações que visassem Mendonça.
Recentemente, Dino autorizou uma operação da Polícia Federal contra o deputado Cezinha de Madureira, aliado de Mendonça. Além disso, na semana passada, Dino suspendeu uma decisão de Mendonça sobre o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da PF. Fachin, por sua vez, interveio, suspendendo tanto a decisão de Mendonça quanto a reintegração de Rodrigues determinada por Dino, deixando o cargo em suspenso até que o STF resolva a disputa.
Malafaia interpretou a ação de Fachin como uma estratégia contra Mendonça, afirmando: "O que que Fachin tem que fazer? Cancelar a decisão de Flávio Dino e manter a decisão de André Mendonça". O pastor também criticou Fachin por ter assumido processos relacionados ao Banco Master e ao INSS, ocorrendo em 12 de setembro, após Fachin suspender temporariamente investigações envolvendo ministros do Supremo.
O pastor questionou por que Fachin não tomou uma atitude similar em relação a Dino, afirmando: "Por que Fachin não manda Flávio Dino suspender o que tá fazendo?". Malafaia também acusou Fachin, Moraes, Dino, Lula e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, de estarem envolvidos em uma suposta articulação para proteger Moraes.
Ele recordou a atuação de Fachin nos processos que anularam as condenações de Lula na Lava Jato, afirmando que o ministro "só tá no STF porque era cabo eleitoral de Dilma" e que em sua decisão, "descondenou Lula". Malafaia, que é alvo de dois inquéritos sob relatoria de Moraes, expressou estar ciente das possíveis retaliações por suas críticas, mas reafirmou sua fé: "Eu creio na Bíblia e creio em Deus".
Por fim, Malafaia manifestou a expectativa de que a sessão do STF marcada para esta terça-feira (15) revele as articulações que denunciou: "Vamos ver o teatro que vão tentar fazer amanhã".
Fonte: Política Livre

