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Ex-agente israelense teria auxiliado Flávio Bolsonaro em fuga para os EUA

Por: Redação

02/11/2026 • 15h30

Investigações revelam que um ex-agente do Mossad esteve envolvido na fuga do senador Flávio Bolsonaro após as eleições.

As apurações acerca da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, após sua derrota nas eleições presidenciais, indicam que um ex-agente do serviço de inteligência de Israel participou do processo. A informação foi divulgada pelo programa Fantástico da TV Globo neste domingo (1º).

O ex-agente do Mossad, Menachem Booky Halevy, teria sido um dos ocupantes de uma van que cruzou a fronteira entre o Brasil e a Argentina, poucos minutos antes do veículo que transportava Flávio Bolsonaro e sua família. O advogado Roberto Jorge Alexandre, que defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro, também estava a bordo.

O motorista da van, Neri Luiz Dala Corte, declarou que foi contratado para levar dois homens até o aeroporto de Puerto Iguazú. Tanto a van que transportou os dois homens quanto a que levou a família Bolsonaro pertencem à empresa Iguaçu Dallas Travel Turismo.

Menachem entrou no Brasil no dia 19 de outubro e já havia visitado o país outras três vezes neste ano. Na quinta-feira (29), quando tentava embarcar no aeroporto de Guarulhos com destino a Bogotá, na Colômbia, foi detido pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos. Após o depoimento, ele adquiriu uma nova passagem para os Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro atravessou a fronteira com a Argentina e seguiu para Miami em um jato particular na madrugada de quarta-feira (28). Sua fuga ocorreu após o parlamentar, investigado em dois inquéritos por lavagem de dinheiro, ser proibido de deixar o Brasil e ter seus passaportes cancelados pelo STF.

Os jornais The New York Times e The Wall Street Journal relataram que o avião que transportou o senador derrotado foi contratado por Jason Miller, assessor do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Flávio Bolsonaro não aceitou sua derrota nas urnas para o presidente Lula (PT).

No domingo (25), ele discursou criticando a prorrogação do horário de votação, uma solicitação feita também pela sua campanha ao TSE. Após ser intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26), afirmou que nunca considerou deixar o Brasil, prometendo entregar os passaportes e solicitar a cassação da chapa vencedora. Já em Miami, no dia 28, divulgou uma carta em que afirmava que lideraria a oposição a partir dos EUA.

Fonte: Política Livre