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EUA confirmam presença de armas no espaço

Por: Redação

14/09/202620h30

A Força Espacial dos EUA revela que possui armamentos em órbita para defesa e controle.

No dia 14 de outubro, a Força Espacial dos Estados Unidos anunciou, pela primeira vez, que o país possui armas posicionadas no espaço. Um porta-voz da força declarou que essas capacidades militares têm como objetivo proteger a Força Conjunta contra ameaças de adversários, embora não tenha fornecido detalhes específicos sobre os sistemas utilizados.

A nota oficial ressaltou que essas armas permitem não apenas a defesa, mas também a possibilidade de atuar de forma ofensiva, com a intenção de "disputar e controlar" o espaço, impactando as capacidades dos oponentes. Os principais rivais geopolíticos dos EUA, Rússia e China, são destacados como potenciais ameaças aos interesses americanos na órbita.

O comunicado, vinculado ao governo Trump, gerou preocupações entre especialistas, que veem essa declaração como um sinal de uma nova corrida armamentista no espaço. A Força Espacial dos EUA afirmou que a China está desenvolvendo capacidades espaciais e antiespaciais como parte de sua estratégia militar, enquanto a Rússia considera o espaço um campo de batalha crucial para a supremacia em futuros conflitos.

Victoria Samson, diretora de segurança espacial da Fundação Secure World, observou que essa declaração é significativa, pois evidencia a necessidade dos EUA de reconhecer que seus adversários também estão armando o espaço, o que pode não ser benéfico para a segurança nacional americana.

A militarização do espaço remonta à corrida espacial, iniciada com o lançamento do satélite Sputnik pela União Soviética em 1957. Desde então, EUA e Rússia têm explorado maneiras de armar e destruir satélites. Embora o Tratado do Espaço Sideral de 1967 proíba a colocação de armas de destruição em massa em órbita, potências como EUA, Rússia, China e Índia têm desenvolvido métodos para realizar operações militares no espaço sem infringir esse acordo, incluindo capacidades para atacar satélites rivais, essenciais para comunicação, vigilância e navegação.

Fonte: Política Livre