Erika Hilton critica estratégia do PSOL e considera mudança para o PT
Por: Redação
13/10/2026 • 17h00
A deputada federal Erika Hilton aponta falhas na campanha do PSOL e admite possibilidade de migrar para o PT em 2027.
Erika Hilton, a deputada federal mais votada nas eleições de 2026 e a terceira no total, analisou os erros estratégicos do PSOL, seu partido, que contribuíram para que a legenda não conseguisse superar a cláusula de barreira. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Hilton criticou a decisão de não se federar ao PT, a redistribuição do fundo partidário e a falta de valorização de algumas candidaturas.
Ela também comentou sobre a campanha de Lula, afirmando que a comunicação deixou a desejar, mas que esforços estão sendo feitos para conquistar votos e evitar a eleição de Flávio Bolsonaro (PL). Hilton destacou o papel das redes sociais, mencionando a crescente direita no Congresso e as ameaças de morte que tem recebido. "Vivo sob um regime de extrema proteção", afirmou.
Em relação ao desempenho eleitoral, Hilton acredita que seu sucesso se deve à discussão de pautas centrais para a população, como segurança pública e meio ambiente, além do uso efetivo das redes sociais. Ela criticou os deputados Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, que obtiveram grande votação, ressaltando que eles utilizam o ódio e a falta de propostas como plataforma política.
A deputada reiterou que não existe identificação com os dois, embora reconheça que a habilidade nas redes sociais é um ponto em comum. Hilton também destacou a necessidade de o PSOL se fortalecer e corrigir erros, como a falta de apoio financeiro a candidaturas com potencial.
Sobre seu futuro, Hilton admitiu que pode considerar a mudança para o PT, com quem já teve diálogos, mas ainda não definiu nada. Ela frisou que a situação do Congresso é preocupante, com uma predominância da extrema direita, e que a luta pelo fim da escala 6x1 ainda é uma prioridade.
Por fim, Hilton revelou que recebe inúmeras ameaças de morte e vive sob escolta, evidenciando o clima de violência que envolve sua atuação política.
Fonte: Política Livre

