Silas Malafaia se destaca nas eleições enquanto líderes religiosos enfrentam dificuldades
Por: Redação
08/10/2026 • 17h00
O pastor Silas Malafaia obteve sucesso nas eleições, enquanto muitos líderes religiosos não conseguiram se reeleger.
O pastor Silas Malafaia, conhecido por seu apoio à família Bolsonaro, conseguiu se manter forte nas eleições parlamentares deste ano, mesmo diante de uma onda de derrotas que afetou diversos líderes religiosos. Segundo seus aliados, Malafaia apoiou 36 candidatos ao Senado, dos quais 20 foram eleitos.
Além do Senado, o religioso também apoiou candidatos à Câmara dos Deputados e assembleias legislativas. Entre os reeleitos, estão os deputados federais Marco Feliciano (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Felipe Martins (PL-GO) e Fábio Souza (PL-GO). No nível estadual, Malafaia teve sucesso com os candidatos Lisboa, Sargento Neto e Alexandre Isquierdo, este último adotou o sobrenome Malafaia por questões eleitorais e substituirá Samuel Malafaia, que não se candidatou este ano.
A situação das eleições de 2026 revelou um cenário desafiador para líderes religiosos e políticos de grandes igrejas. A Frente Parlamentar Evangélica da Assembleia Legislativa de São Paulo, que contava com 31 membros, sofreu a perda de dez parlamentares que não foram reeleitos. Candidatos à Câmara dos Deputados também enfrentaram dificuldades, como Gilberto Nascimento, David Soares, Daniel Soares, Edna Macedo e Cezinha de Madureira, que não conseguiram se eleger.
Após o primeiro turno, o pastor José Wellington Júnior, líder da Assembleia de Deus Ministério do Belém, celebrou as vitórias de seus candidatos e fez críticas a adversários, insinuando que a sua denominação teve mais sucesso em política do que o Ministério Madureira, liderado pelo bispo Samuel Ferreira. Enquanto o Ministério do Belém reelegeu Paulo Freire (PL) e Marta Costa (PSD), o grupo Madureira não conseguiu reeleger Cezinha e Oseias, e também não teve sucesso com os novatos Elias e Rogério, todos do PL.
Essa rivalidade entre as duas principais vertentes da Assembleia de Deus, que representa a maior denominação evangélica do Brasil, reflete a busca por poder e influência no cenário político.
Fonte: Política Livre

