Corregedor do TSE restabelece canal de WhatsApp pró-Lula criado por Janones
Por: Redação
11/10/2026 • 17h22
O canal 'Exército do Lula' foi liberado após decisão do corregedor-geral eleitoral, contrariando a censura imposta pelo presidente do TSE.
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral do TSE, reverteu a censura imposta ao canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A decisão ocorreu no início da tarde deste domingo (11), após o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ter determinado a suspensão do canal pela manhã, o que gerou críticas internas sobre sua atuação.
O canal, que conta com mais de 3 milhões de usuários, é uma estratégia da campanha de Lula para mobilizar apoiadores. Cueva decidiu que o canal deve voltar a funcionar, permitindo novas publicações e a entrada de novos seguidores, até que o plenário do TSE se pronuncie sobre o caso.
Segundo Cueva, a campanha do senador Flávio não apresentou evidências suficientes para justificar a suspensão. Ele também reiterou a solicitação para que Flávio complemente o material apresentado. Apesar da retomada do canal, o corregedor estabeleceu que Janones não pode divulgar conteúdos que já tenham sido considerados ilegais pelo TSE.
Durante um ato da esquerda na Avenida Paulista, Lula criticou a medida de Kassio, considerando-a "absurda" e expressando desconfiança em relação ao comportamento da corte eleitoral. A campanha de Flávio, por sua vez, afirmou que a decisão de Kassio representava uma vitória na luta contra a disseminação de notícias falsas.
A reação de Cueva reflete a insatisfação de alguns membros da corte com a ação precipitada de Kassio, que ignorou uma decisão anterior do corregedor sobre o mesmo tema. No dia anterior, Cueva havia solicitado esclarecimentos à campanha de Flávio antes de tomar uma decisão sobre a regularidade do canal. Como não recebeu uma resposta imediata, a defesa do senador recorreu diretamente a Kassio.
Cueva criticou a manobra da campanha de Flávio ao escolher Kassio como relator, um ministro indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), destacando que sua decisão se sobrepõe à de Kassio.
Ele explicou que a eventual ilicitude de conteúdos específicos não pode ser generalizada para todas as manifestações no mesmo canal.
Fonte: Política Livre

