Baixa popularidade de Trump gera expectativa de vitória democrata nas eleições de meio de mandato
Por: Redação
02/11/2026 • 15h00
As eleições nos Estados Unidos se aproximam, e a insatisfação com o governo Trump pode favorecer os democratas.
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos estão na reta final, com a votação antecipada já em andamento. A atmosfera é de ansiedade entre os eleitores, que expressam preocupações sobre a mudança na América e a influência de políticos e bilionários, além do aumento do custo de vida, especialmente com os preços da gasolina.
Amanhã, os americanos votarão para renovar o Congresso, com todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado em disputa. O Partido Republicano, que atualmente controla ambas as casas, enfrenta pressão devido à baixa popularidade do presidente Donald Trump, que apresenta uma aprovação de 38% e uma desaprovação de 60%, segundo o Commerzbank.
A inflação, que tem sido uma grande preocupação, é apontada como um fator crucial. O banco observa que Trump não conseguiu cumpriu a promessa de reduzir os preços "no primeiro dia" e que sua política de tarifas e a tensão com o Irã contribuíram para o aumento dos preços de energia. Aluguéis, alimentos e combustíveis estão no centro da campanha, com os democratas focando na questão do custo de vida.
As pesquisas indicam que os republicanos correm riscos significativos, especialmente na Câmara, onde historicamente o partido do presidente tende a perder cadeiras em eleições de meio de mandato. Com uma maioria republicana de apenas quatro assentos, os democratas podem conquistar pelo menos 20 cadeiras, assumindo o controle da casa.
No Senado, a disputa também está acirrada, com os democratas liderando em cinco dos sete Estados-pêndulo, conforme pesquisa do New York Times e Siena Research Institute divulgada em 1º de novembro.
Na véspera da eleição, Trump minimizou os dados das pesquisas, alegando que nunca conheceu os entrevistados e que apenas duas pessoas em um comício disseram ter sido consultadas. Ele também afirmou que vetará qualquer proposta caso os democratas vençam e expressou ceticismo sobre a segurança eleitoral.
Recentemente, a Justiça americana rejeitou uma ação do governo Trump que tentava impedir a certificação de uma possível derrota do senador republicano Dan Sullivan no Alasca. A análise do ING aponta que sites de apostas atribuem aos democratas uma chance de 70% a 72% de ganhar tanto a Câmara quanto o Senado. Embora parte dessas previsões seja especulativa, uma vitória democrata poderia pressionar o dólar e levar a um impasse em relação ao teto da dívida, além de provocar uma possível paralisação do governo no próximo ano.
O Commerzbank também destaca o risco de um shutdown, visto que o financiamento do governo está garantido apenas até 11 de dezembro. Se os democratas conquistarem o Senado, a capacidade de Trump de influenciar a política monetária será limitada, já que a aprovação da Câmara é necessária para preencher vagas no conselho do Federal Reserve.
Por fim, o banco menciona a possibilidade, embora remota, de contestações dos resultados eleitorais, o que poderia gerar ações judiciais e protestos, impactando a confiança nas instituições. À medida que os votos antecipados continuam a ser contabilizados, as projeções apontam para um Congresso mais dividido, em um cenário onde inflação, impasses orçamentários e tensões externas podem ter um papel tão importante quanto o resultado das eleições.
Fonte: Política Livre

