Aliados de Tarcísio visam candidatura à presidência em 2030
Por: Redação
01/11/2026 • 18h28
O desgaste do bolsonarismo é visto como uma oportunidade para Tarcísio de Freitas se lançar na corrida presidencial.
Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acreditam que o desgaste político do bolsonarismo poderá facilitar sua candidatura à presidência em 2030. Eles consideram que, com a diminuição da influência de Jair Bolsonaro (PL) e de seus filhos, Tarcísio terá autonomia para se lançar como um representante da direita independente de qualquer aprovação.
O vice-governador Felicio Ramuth (MDB) avalia que, embora o bolsonarismo se estabeleça como um movimento político, suas chances de protagonismo nas próximas eleições presidenciais estão diminuindo, de forma semelhante ao que ocorreu com o PT após Lula e com o PSDB.
A possibilidade de Tarcísio se lançar na corrida presidencial foi dificultada em 2026, quando Bolsonaro escolheu Flávio para concorrer ao cargo. Naquele momento, o governador era visto como uma figura mais atraente para o mercado financeiro, ao passo que o senador parecia ter menos apelo junto a outros partidos e ao eleitorado de direita e centro.
Reeleito em outubro, Tarcísio demonstrou disposição para enfrentar os desafios impostos pelo bolsonarismo. Em resposta a uma carta de Flávio Bolsonaro com teor golpista, o governador declarou que o respeito aos resultados das urnas é essencial e que é hora de focar no futuro. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele afirmou que uma candidatura nacional derivaria do sucesso em seu segundo mandato.
Essas declarações o colocaram em uma posição delicada com os bolsonaristas, mas ele conta com o apoio da senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF), que o defendeu de críticas feitas por aliados de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também apoiador de Tarcísio, tentou minimizar as tensões, destacando que Michelle Bolsonaro não expressou críticas ao governador, mas sim reconhecimento e gratidão.
Fonte: Política Livre

