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Marta Rodrigues critica rescisão de obra de escola para crianças com TEA e cobra esclarecimentos da Prefeitura

Vereadora afirma que decisão amplia crise na educação municipal e questiona falta de transparência sobre o futuro da unidade

Por: Redação

30/06/202610h01

Foto: Antonio Queirós/CMS

A vereadora Marta Rodrigues (PT) criticou, nesta terça-feira (30), a decisão da Prefeitura de Salvador de rescindir o contrato para a conclusão da Escola Municipal do Curralinho, no bairro do Stiep, projetada para atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para a parlamentar, a medida representa mais um episódio de descaso da gestão do prefeito Bruno Reis com a educação pública.

Segundo Marta, a rescisão ocorre poucos dias após o fechamento da Escola Municipal do Rio Sena e reforça um cenário de sucessivos problemas enfrentados pela rede municipal de ensino. A vereadora classificou a decisão como "um absurdo" e cobrou que a administração municipal apresente explicações sobre os motivos da rescisão, além de um novo cronograma para a conclusão da obra.

"É um absurdo. Em poucos dias, a Prefeitura acumula mais duas vergonhas na educação. Primeiro fecha uma escola e agora rescinde o contrato de outra que alimentou, durante anos, a esperança de milhares de famílias atípicas. Já são três anos de uma obra atrasada. O contrato, assinado em 2022 com promessa de entrega em 2023, foi encerrado sem qualquer explicação pública, sem transparência e sem respeito com quem esperava por esse equipamento. Fizeram propaganda dessa escola como se fosse um presente da gestão, quando construir escolas é uma obrigação do poder público. Agora deixam essas famílias desamparadas até na esperança. É inacreditável", afirmou.

Na avaliação da parlamentar, a situação extrapola os limites da capital e compromete a imagem da gestão municipal. Marta comparou o cenário de Salvador com os investimentos realizados pelo Governo do Estado na área da educação e afirmou que o equipamento destinado ao atendimento de crianças com TEA acabou se tornando "mais um esqueleto de concreto".

A vereadora também citou outros episódios recentes envolvendo a educação municipal, como o encerramento das atividades da Escola Municipal do Rio Sena e os questionamentos feitos pelo Ministério Público da Bahia e pelo Ministério Público Federal ao programa Pé na Escola.

Para Marta Rodrigues, a falta de informações sobre a rescisão do contrato evidencia ausência de transparência por parte da Prefeitura. Ela afirmou que nem a Câmara Municipal nem a sociedade foram informadas sobre os motivos da decisão, os valores já investidos na obra ou a previsão para sua retomada.

"As decisões continuam sendo tomadas de forma unilateral, sem diálogo e sem prestação de contas. Quem paga essa conta é o contribuinte, que vê seus impostos serem desperdiçados enquanto famílias seguem esperando por um serviço público essencial. Esse parece ser o modus operandi da gestão", declarou.

Ao finalizar, a parlamentar defendeu que as famílias de crianças autistas precisam de políticas públicas efetivas e cobrou rapidez na conclusão da unidade escolar. "Elas precisam de respeito, inclusão e políticas públicas funcionando. O mínimo que a gestão deve fazer é explicar esse absurdo e garantir que esse equipamento seja entregue o quanto antes", concluiu.