Manifestação em Lauro de Freitas cobra cassação de presidente da Câmara após denúncia de violência doméstica
Ex-prefeita Moema Gramacho participou do ato e defendeu punição judicial e política caso as acusações contra o vereador Juca sejam confirmadas
Por: Redação
30/06/2026 • 09h25 • Atualizado
A ex-prefeita de Lauro de Freitas e pré-candidata a deputada federal, Moema Gramacho (MDB), participou na manhã deste domingo (28) de uma manifestação organizada por mulheres da sociedade civil que pediu a cassação do mandato do presidente da Câmara Municipal, o vereador João Raimundo Damacena dos Santos, conhecido como Juca (PSDB). O parlamentar é suspeito de agredir a companheira na última sexta-feira (26), em Salvador.
O ato reuniu lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais em defesa do combate à violência contra a mulher. A mobilização teve início no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) Lélia González e seguiu em caminhada até o condomínio onde mora a prefeita Débora Régis (União Brasil), em Vilas do Atlântico.
Durante o percurso, os manifestantes entoaram palavras de ordem como "Agressor não pode ser legislador", "Cassação já" e "Lugar de agressor é na cadeia", cobrando providências das autoridades e do Legislativo municipal.
Além de Moema Gramacho, participaram da manifestação a pastora Gabriela, liderança de Lauro de Freitas; Tita, pré-candidata a deputada estadual pelo Avante; a jornalista Renata Motta; Michele Gramacho; a comunicadora Shay Busson; e Vitor Menezes, representante do Movimento de Juventude do PT de Lauro de Freitas.
Durante o ato, Moema afirmou que a mobilização representa o posicionamento da sociedade contra qualquer forma de violência praticada contra mulheres. A ex-prefeita ressaltou que o vereador tem direito à ampla defesa, mas defendeu punição caso as acusações sejam comprovadas.
"Um presidente da Câmara, um legislador, deveria dar exemplo. É importante que ele tenha amplo direito de defesa e que tudo seja devidamente apurado, como determina a lei. Mas, se ficar comprovada a agressão, que ele seja punido", declarou.
Moema também cobrou uma resposta política ao caso e questionou a permanência do vereador na presidência da Câmara Municipal enquanto responde às acusações.
"Um agressor não pode ser um legislador. Não basta apenas a punição pela Justiça. Queremos saber qual será a postura da atual prefeita em relação à manutenção desse vereador na presidência de uma Casa Legislativa que deveria dar exemplo à sociedade", afirmou.
Caso segue sob investigação
Segundo informações da Polícia Militar, o vereador foi preso em flagrante após ser acusado de agredir a companheira em um bar no bairro da Pituba, em Salvador. A vítima, uma advogada, relatou inicialmente ter sido esganada após o término do relacionamento. A ocorrência teria sido presenciada por um juiz de Direito, que acionou a polícia.
Após a abordagem de policiais militares, o vereador foi encaminhado à Casa da Mulher Brasileira para os procedimentos legais. O caso segue em investigação pela Polícia Civil e será analisado pela Justiça.

