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Juventude e cultura ganham espaço em ação social ligada ao VLT no Subúrbio Ferroviário

Evento em Boca da Mata reúne serviços de cidadania, oficinas culturais e debates sobre identidade negra e acesso a direitos

Por: Redação

13/04/202613h12

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Juventude, cultura e garantia de direitos marcaram a manhã deste sábado (11), durante a realização do encontro “VLT – Conectando Pessoas, Cultura e Geração de Renda”, promovido no bairro Boca da Mata, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, na área de influência das obras do VLT do Subúrbio de Salvador. Cerca de 40 moradores participaram da programação, que reuniu atividades culturais, serviços de cidadania e rodas de diálogo com foco na valorização da identidade negra.

A iniciativa faz parte do conjunto de ações sociais vinculadas às obras do modal e buscou aproximar a comunidade de políticas públicas e oportunidades de acesso a direitos. Entre os serviços ofertados, esteve a emissão do ID Jovem, benefício destinado a jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos, que garante meia-entrada em eventos culturais e esportivos, além de gratuidade ou desconto em viagens interestaduais, conforme previsto em decreto federal. O estado já registra mais de 200 mil cadastros ativos, o que o coloca entre os destaques nacionais na implementação do programa.

De acordo com o representante da Coordenação Geral de Políticas de Juventude (Cojuve), Anderson Alves, a ação reforça a importância de ampliar o acesso da juventude às políticas públicas. “Essa juventude que muitas vezes tinha dificuldade de acessar outras áreas da cidade agora tem a oportunidade de diálogo e de acesso a direitos”, afirmou, destacando o avanço do ID Jovem na Bahia.

A assistente social da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Talita Brasil, também ressaltou o caráter social do projeto integrado às obras do VLT. Segundo ela, além da infraestrutura, há um trabalho contínuo de articulação com as comunidades do entorno. “A CTB tem esse compromisso de desenvolvimento social, integrando a obra ao território e às pessoas”, disse.

No eixo da valorização cultural e da equidade racial, a coordenadora executiva da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos de Comunidades Tradicionais (Sepromi), Karine Oliveira, destacou a importância da estética negra como elemento de afirmação e fortalecimento social. “Falar sobre estética da população negra é falar sobre cultura, valorização da vida e reconstrução de humanidade”, afirmou, relacionando o tema também à geração de renda.

O evento contou ainda com oficinas de turbantes ministradas pela estilista e referência cultural Negra Jhô, além de atividades educativas e orientações sobre direitos. Entre os participantes, a cuidadora Alice Silva, de 29 anos, destacou o interesse pelas oficinas como oportunidade de aprendizado e renda extra. “Foi o que mais chamou a minha atenção no evento. Além de ficar muito bonita, quero ter outra profissão”, comentou.