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Justiça condena deputado Binho Galinha a mais de 36 anos de prisão na Operação El Patrón

Parlamentar do Avante teve prisão preventiva decretada, cumprirá pena inicialmente em regime fechado e não poderá recorrer em liberdade; decisão também condena outros quatro réus

Por: Redação

10/07/202610h47

Foto: Reprodução/Instagram @binho.galinha

O deputado estadual Binho Galinha (Avante), identificado no processo como Kléber Cristian Escolano de Almeida, foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão pela Vara Criminal de Feira de Santana no âmbito da Operação El Patrón. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (9) e também alcança outros quatro investigados por crimes relacionados ao Estatuto do Desarmamento.

Do total da pena aplicada ao parlamentar, 26 anos e 3 meses correspondem à reclusão por posse e porte ilegal de armas de uso restrito, armas com numeração adulterada e outros delitos previstos na legislação. Os 10 anos e 6 meses restantes referem-se à detenção por posse irregular de armas de uso permitido. A decisão ainda fixou o pagamento de 210 dias-multa, determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado e decretou a prisão preventiva do deputado, impedindo que ele recorra em liberdade.

Além de Binho Galinha, a esposa do parlamentar, Mayana Cerqueira da Silva, foi condenada a 3 anos e 6 meses de reclusão, ao pagamento de 10 dias-multa e ao cumprimento da pena em regime aberto, com direito de recorrer em liberdade.

Também foram condenados Thierre Figueredo Silva, sentenciado a 6 anos e 9 meses de reclusão, 1 ano de detenção e 34 dias-multa, e Jackson Macedo Araújo Júnior, conhecido como "Macaco", que recebeu pena de 6 anos e 9 meses de reclusão, além de 24 dias-multa. Ambos iniciarão o cumprimento da pena em regime semiaberto.

Roque de Jesus Carvalho foi condenado a 3 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, além de 1 ano de detenção e 22 dias-multa, também em regime semiaberto e com direito de recorrer em liberdade.

A sentença ainda declarou extinta a punibilidade de Kléber Herculano de Jesus, o "Charutinho", em razão de seu falecimento. Ele foi morto após deixar o sistema prisional baiano beneficiado por um habeas corpus.

Na decisão, a Justiça fixou que cada dia-multa corresponderá a 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos e afastou a possibilidade de substituição das penas privativas de liberdade por medidas restritivas de direitos, considerando a gravidade das condutas reconhecidas no processo.

Apesar da condenação, Binho Galinha ainda responde a outro processo decorrente da Operação El Patrón, que segue em tramitação na Justiça.