Governo Federal amplia ações para atender famílias afetadas pela contaminação em São Tomé de Paripe
Resposta do Ministério da Igualdade Racial ocorre após articulação da vereadora Eliete Paraguassu, que cobra assistência para cerca de 1.200 famílias em situação de vulnerabilidade
Por: Redação
13/07/2026 • 10h23
A atuação da vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) junto ao Governo Federal para garantir assistência às famílias afetadas pela contaminação química em São Tomé de Paripe ganhou novos desdobramentos. Após sucessivas articulações da parlamentar, o Ministério da Igualdade Racial informou que intensificou o acompanhamento da situação e participa das ações interministeriais voltadas ao atendimento da comunidade.
Desde o início da crise ambiental, Eliete tem encaminhado denúncias e reivindicações aos ministérios da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e da Cidadania, da Justiça e Segurança Pública, da Cultura, do Trabalho e Emprego, do Meio Ambiente e da Saúde, cobrando providências para minimizar os impactos sociais provocados pela interdição da praia e da atividade pesqueira.
Depois do reconhecimento federal da situação de emergência em São Tomé de Paripe, publicado no Diário Oficial da União em 22 de junho, a vereadora reforçou os pedidos por medidas emergenciais. Em ofício enviado aos órgãos federais, ela destacou que aproximadamente 10 mil pessoas foram diretamente afetadas pela contaminação, sendo cerca de 1.200 famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar. Entre as solicitações, pediu a articulação de ações emergenciais e o envio de 1.200 cestas básicas para a população atingida.
Na resposta encaminhada ao gabinete da parlamentar na última quinta-feira (9), o Ministério da Igualdade Racial informou que acompanha o caso por meio da Sala de Situação coordenada pelo Ministério Público, responsável pelo monitoramento dos impactos da tragédia ambiental na região.
No documento, o secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos, Ronaldo dos Santos, afirma que a pasta mantém diálogo permanente com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e representantes da Prefeitura de Salvador para garantir assistência às famílias afetadas.
O ministério também informou que já existe uma solicitação do Ministério da Pesca e Aquicultura para o envio de 3.200 cestas básicas à comunidade. Paralelamente, os órgãos federais trabalham na atualização do cadastro das famílias atingidas , incluindo pescadores, marisqueiras e outros trabalhadores impactados pela contaminação para subsidiar novas ações de apoio, entre elas uma nova remessa de alimentos.
Com o reconhecimento da situação de emergência pelos governos federal, estadual e municipal, Eliete Paraguassu afirma que continuará acompanhando as medidas anunciadas e cobrando a efetivação das políticas públicas voltadas à segurança alimentar, à proteção dos modos de vida tradicionais e à reparação dos danos sofridos pelas comunidades.
"Estamos falando de uma população que teve sua principal fonte de renda interrompida por uma contaminação ambiental grave e que precisa de respostas rápidas, reparação e garantia de direitos", afirmou a vereadora.

