Fraudes bancárias contra a Caixa: operação mira grupo suspeito de usar documentos falsos na Bahia
Ação “Versão Brasileira” cumpre mandado de prisão e buscas em Salvador e Feira de Santana
Por: Redação
16/07/2026 • 10h07
Uma ação integrada entre o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e a Polícia Federal, realizada na manhã desta quinta-feira (16), desmantelou um grupo criminoso investigado por praticar fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal e por ocultar recursos provenientes dessas atividades ilegais por meio de lavagem de dinheiro.
Denominada "Versão Brasileira", a operação tem como objetivo cumprir um mandado de prisão e três mandados de busca e apreensão.
O mandado de prisão foi cumprido contra um homem que já se encontrava preso no Conjunto Penal de Feira de Santana. Já as buscas e apreensões ocorreram em imóveis ligados a três investigados, localizados em Salvador. As determinações judiciais foram expedidas pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.
De acordo com as investigações do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do MPBA, desenvolvidas em conjunto com a Polícia Federal e com apoio da Centralizadora Nacional de Inteligência de Segurança (Cesed) da Caixa Econômica Federal, o esquema consistia na utilização de documentos falsificados para abertura de contas bancárias em nome de terceiros.
Após a criação dessas contas fraudulentas, os criminosos contratavam empréstimos consignados utilizando os dados das vítimas. Em seguida, os valores eram transferidos rapidamente entre diferentes contas e submetidos a operações de câmbio para dificultar o rastreamento do dinheiro, estratégia que, segundo a investigação, indica a prática de lavagem de capitais.
Até agora, as apurações revelam que ao menos cinco contas foram abertas com documentação falsa, causando um prejuízo superior a R$ 424 mil à Caixa Econômica Federal.
As investigações também apontaram que parte do dinheiro desviado foi convertida em moeda estrangeira por meio de corretoras de câmbio, o que reforça os indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional. Com o auxílio de análises bancárias, perícias biométricas e exames de reconhecimento facial, a Polícia Federal identificou integrantes da organização responsáveis pela criação de identidades falsas, movimentação dos recursos e ocultação dos valores obtidos ilegalmente.
O nome da operação, "Versão Brasileira", faz alusão ao modus operandi do grupo, que criava uma espécie de identidade paralela para as vítimas. Utilizando documentos adulterados, fotografias e informações verdadeiras, os investigados simulavam a identidade de pessoas reais para realizar operações financeiras como se fossem os legítimos titulares das contas.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato contra instituição financeira, associação criminosa, lavagem de dinheiro e infrações contra o sistema financeiro nacional.

