Estações do BRT em Salvador são alvo de críticas por abandono e depredação após investimento de R$ 1 bilhão
Vereadora percorre terminais do sistema, denuncia descaso com recursos públicos e cobra explicações da gestão municipal sobre a conservação do modal
Por: Redação
29/06/2026 • 17h01
Mesmo durante o recesso legislativo, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) realizou uma visita às estações do BRT de Salvador para apurar denúncias de usuários sobre o estado de abandono das estruturas do modal. O sistema, implantado com investimento estimado em cerca de R$ 1 bilhão, foi alvo de críticas após a constatação de sinais de depredação e falta de manutenção, especialmente na Estação Cidadela.
Durante a vistoria, a parlamentar demonstrou indignação com o cenário encontrado e classificou a situação como desperdício de recursos públicos. “Isso aqui é recurso público jogado fora, prefeito, quase R$ 1 bilhão”, afirmou.
O BRT de Salvador foi implementado na gestão do ex-prefeito ACM Neto e mantido pela atual administração do prefeito Bruno Reis. Desde sua concepção, o projeto enfrentou críticas de urbanistas e especialistas em mobilidade urbana, que apontavam sobreposição com o sistema metroviário já existente no trecho entre a Estação da Lapa e a antiga Rodoviária.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Aladilce reforçou as críticas e afirmou que o modal não cumpriu as expectativas iniciais. Segundo ela, as estações encontram-se deterioradas, com baixa utilização e falta de manutenção adequada, o que compromete a proposta de modernização da mobilidade urbana na capital baiana.
“O que deveria ser um símbolo de modernidade e eficiência tornou-se um monumento ao descaso”, declarou. A vereadora também criticou a ausência de áreas comerciais previstas no projeto original, que poderiam gerar empregos e renda. “Hoje só vemos abandono. Um espaço que deveria pulsar vida e economia está virando um elefante branco”, disse.
Ela ainda questionou a gestão municipal sobre o futuro do equipamento público e defendeu maior fiscalização dos investimentos realizados na cidade. “Precisamos de gestão que valorize cada centavo do contribuinte e transforme o espaço público em oportunidade para o trabalhador”, concluiu.

