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Elmar Nascimento surge como aposta do Centrão para vaga no TCU após aposentadoria de Aroldo Cedraz

Articulação política na Câmara reacende debate sobre influência partidária em órgão de controle

Por: Redação

10/03/202609h03

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O nome do deputado federal baiano Elmar Nascimento começou a circular com mais força nos bastidores de Brasília como possível indicado para ocupar uma vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). A cadeira ficou aberta após a aposentadoria do também baiano Aroldo Cedraz, oficializada no último dia 25 de fevereiro.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o parlamentar ganhou impulso nas chamadas “bolsas de apostas” políticas após movimentações dentro do chamado Centrão. O grupo teria passado a considerar o nome de Elmar como alternativa depois que o presidente da Câmara, Hugo Motta, sinalizou apoio ao deputado petista Odair Cunha (MG).

A sinalização provocou incômodo entre partidos do bloco, que passaram a articular outra candidatura. Nos bastidores, aliados do Centrão chegaram a comparar a possível indicação de Odair Cunha ao perfil de atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que tem conduzido processos e investigações envolvendo o uso de emendas parlamentares — tema sensível para o Congresso.

Além de Elmar Nascimento, outros nomes também aparecem no radar para a disputa pela vaga no TCU. Entre eles estão o deputado Hugo Leal (PSD) e Hélio Lopes (PL).

A possível indicação reacende críticas recorrentes sobre a forte influência política na composição do Tribunal de Contas da União. Embora o órgão tenha função técnica de fiscalizar gastos públicos e auxiliar o Congresso no controle das contas do governo, a escolha de ministros frequentemente passa por negociações partidárias, o que levanta questionamentos sobre a independência e o perfil técnico dos indicados.

Com a vaga aberta após a saída de Cedraz, a disputa deve intensificar as articulações nos próximos meses, transformando a escolha em mais um capítulo da disputa de forças entre governo, oposição e o Centrão dentro da Câmara dos Deputados.