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Câmara aprova proposta que torna Salvador capital simbólica do Brasil no 2 de Julho

Projeto reconhece papel histórico da Bahia na consolidação da independência e segue agora para análise do Senado

Por: Redação

11/03/202612h12

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, em sessão realizada nesta terça-feira (10), um projeto de lei que prevê a transferência simbólica da capital federal de Brasília para Salvador no dia 2 de julho, data em que é comemorada a Independência da Bahia. A proposta agora será analisada pelo Senado.

O projeto foi apresentado pelo deputado Léo Prates (PDT-BA). De acordo com o texto aprovado, a mudança terá caráter apenas simbólico e não afetará o funcionamento das atividades essenciais do governo federal na capital do país. A transferência se limitará à realização de atos oficiais e cerimônias institucionais em Salvador.

Ainda segundo a proposta, caberá ao Poder Executivo, em articulação com os demais poderes e com as autoridades do Governo da Bahia e da Prefeitura de Salvador, organizar a logística, a segurança e a infraestrutura necessárias para a realização das atividades oficiais no 2 de Julho.

Ao justificar a iniciativa, Léo Prates afirmou que o objetivo é reconhecer e valorizar a importância histórica da Bahia e de seu povo na luta pela independência e na formação do Estado brasileiro. O parlamentar destacou que iniciativas semelhantes já ocorreram no país, como a transferência simbólica da capital para Belém durante a realização da COP30.

“A transferência simbólica da capital federal para Salvador nesta data visa não apenas homenagear esses feitos, mas também resgatar a memória histórica do país, garantindo que o protagonismo baiano seja devidamente reconhecido em nível nacional”, afirmou o deputado.

Ele acrescentou que a proposta também busca reforçar a unidade nacional. “Esta iniciativa é um reforço da unidade nacional, celebrando a diversidade regional na construção do Brasil”, completou.

A proposta foi relatada em plenário pelo deputado Gabriel Nunes (PSD-BA), que classificou a mudança como um “ato de justiça histórica” em relação ao papel desempenhado pelos baianos no processo de independência. “A celebração do 2 de Julho não diz respeito apenas à memória regional, mas à própria afirmação da unidade e da soberania do Brasil”, afirmou o relator.

Em seu parecer, Gabriel Nunes destacou que a atuação dos baianos foi decisiva para consolidar a Independência do Brasil. Segundo ele, a Bahia organizou a resistência após 1822, sediando um governo provisório, fornecendo víveres, efetivos e recursos materiais, além de garantir apoio político e militar essencial para o processo de separação de Portugal.