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Banco Master é citado em relatório por pagamento a investigado da Operação Overclean

Transferência de R$ 1,4 milhão teria sido feita a empresa ligada ao empresário Marcos de Moura, segundo dados da Receita Federal

Por: Redação

13/04/202615h02

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasi

Um relatório da Receita Federal encaminhado à CPI do Crime Organizado indica que o Banco Master realizou um pagamento de R$ 1,4 milhão a uma empresa associada ao empresário Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo” na Bahia.

Segundo a apuração, o valor de R$ 1.433.460 consta na declaração de Imposto de Renda da instituição referente ao ano de 2024 e teria sido direcionado à MM Limpeza Urbana, empresa ligada a Moura e a outro sócio, sendo classificado como “rendimentos de capital”.

Marcos de Moura é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Overclean, que apura um suposto esquema de fraudes envolvendo verbas públicas oriundas de emendas parlamentares. As investigações apontam suspeitas de superfaturamento em contratos de obras e serviços, principalmente em municípios da Bahia, com possível direcionamento de licitações.

De acordo com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União, o esquema investigado envolveria a escolha prévia de empresas beneficiadas por recursos públicos, que teriam origem em emendas parlamentares. Moura é apontado como um dos articuladores do suposto modelo de intermediação entre empresários e agentes públicos.

O caso ganhou novos desdobramentos após a prisão de Moura durante a Operação Overclean, deflagrada em dezembro de 2024, que também apura um possível desvio de cerca de R$ 1,4 bilhão no âmbito do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). O processo foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal devido ao envolvimento de pessoas com foro privilegiado.

Outros nomes citados no relatório incluem figuras ligadas ao União Brasil. O vice-presidente da sigla, ACM Neto, teria recebido R$ 5,4 milhões por meio de uma consultoria, enquanto o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, aparece com repasses de R$ 6,4 milhões, ambos negando qualquer irregularidade.

A investigação começou após a apreensão de R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo durante uma operação que interceptou um voo saindo de Salvador com destino a Brasília, o que levou à ampliação das apurações sobre a suposta rede de desvios e movimentações financeiras.