Transferências de R$ 19,4 milhões à Igreja da Lagoinha são investigadas
Por: Redação
15/09/2026 • 13h40
Relatório do Coaf revela movimentações financeiras suspeitas ligadas a membros da família Vorcaro.
Fabiano Campos Zettel, Fabíola de Almeida Macedo Vorcaro e Henrique Moura Vorcaro realizaram transferências totalizando R$ 19,4 milhões em 37 operações para a Igreja Batista da Lagoinha Belvedere, localizada em Belo Horizonte. As informações foram divulgadas pelo G1 e se baseiam em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), tornados públicos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira, 14 de outubro.
Dentre os envolvidos, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e pastor da igreja, foi responsável por R$ 19,2 milhões em 26 transações. Ele foi preso em março durante investigações sobre o escândalo financeiro do Banco Master, do qual Vorcaro é uma figura central. A ex-mulher de Vorcaro, Fabíola, fez sete transferências totalizando R$ 101,6 mil, enquanto Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, realizou quatro operações que somaram R$ 120 mil. Henrique está preso sob suspeita de atuar como operador financeiro em um esquema de fraude.
Além desses, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, fez 11 transferências que totalizaram R$ 22 mil, mas faleceu em março após tentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia.
O Coaf relatou que a conta da igreja movimentou aproximadamente R$ 57,1 milhões entre 24 de dezembro de 2024 e 8 de dezembro de 2025, com R$ 28,5 milhões em entradas e R$ 28,6 milhões em saídas. O faturamento anual presumido da igreja, conforme cadastro no Banco do Brasil, era de R$ 950 mil. A discrepância entre o faturamento e a movimentação financeira levou o banco a comunicar as operações ao Coaf.
Fabiano Zettel, mencionado nos documentos como procurador da igreja, respondeu por cerca de dois terços do total recebido na conta nesse período. Em nota, a Igreja Batista da Lagoinha afirmou que suas unidades têm autonomia na gestão de receitas e despesas, e que Zettel era responsável pela presidência local. A Lagoinha Global também declarou que foi informada sobre investimentos em reformas e melhorias, sem conhecimento das movimentações financeiras agora reveladas. A defesa de Fabiano Zettel optou por não comentar o caso, enquanto o G1 busca contato com os demais citados.
Fonte: Bahia Notícias

