Polícia investiga desvio de colete balístico do Exército em chacina em Cajazeiras
Por: Redação
16/09/2026 • 10h00
Investigação aponta que colete utilizado por traficante durante chacina pode ter origem em desvio do Exército.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que um colete balístico, encontrado com um integrante de uma facção que morreu em confronto com a Polícia Militar em Cajazeiras na terça-feira (15), pode ter sido desviado do Exército brasileiro. O equipamento foi apreendido durante uma operação policial que visava combater o tráfico de drogas na capital baiana.
Na ação, além do colete, foram confiscados quatro fuzis de calibres 7,62 e 5,56, carabina, espingarda, pistolas, carregadores, munições e drogas. Este colete faz parte de uma investigação em curso pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, que apura um suposto esquema de desvio de armamentos e munições das Forças Armadas, supostamente coordenado por um militar do Exército.
O cabo Deivison dos Santos Ferreira, lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército em Salvador, é apontado como líder das negociações com traficantes. As investigações indicam que, em abril deste ano, após uma operação que desmantelou um laboratório de drogas em Itapuã, foram encontrados celulares que continham conversas entre o militar e Gabriel Reis Oliveira, acusado de comprar e revender armas e drogas para facções.
Durante as conversas, eles se identificavam apenas por emojis, mas Deivison forneceu informações pessoais, como CPF e chave Pix, para receber pagamentos. A Polícia Civil relatou que o cabo teria vendido cerca de 1.000 munições de fuzil para esse grupo criminoso, e há também menções a negociações de granadas, embora a quantidade exata desviada ainda não tenha sido determinada.
Fonte: Bahia Notícias

