PGR solicita quebra de sigilo em caso de pagamentos de Vorcaro
Por: Redação
14/09/2026 • 10h40
A Procuradoria-Geral da República pediu a retirada do sigilo de um processo envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em resposta a um pedido do ministro Alexandre de Moraes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se a favor da quebra do sigilo em um processo que investiga os pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundados no antigo Banco Master. O parecer foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) como resposta a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, que enfatizou a importância dessa quebra ao presidente do STF, Edson Fachin.
Fachin, antes de tomar uma decisão, solicitou o parecer da PGR. O vice-procurador-geral, Hidenburgo Chateaubriand Filho, argumentou que a retirada do sigilo é necessária para entender a complexidade dos fatores envolvidos no caso.
O STF já havia levantado o sigilo de 53 investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, que investiga corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras atribuídas a Vorcaro, mas a petição específica sobre os pagamentos permanece confidencial. A PGR destacou que não tinha conhecimento da existência desse processo, que não estava acessível em seu sistema.
No julgamento agendado para esta terça-feira (15), os ministros irão analisar um relatório da Polícia Federal que contém 52 mensagens que Vorcaro teria enviado a Moraes, refletindo uma relação próxima entre eles. Essas mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro, apreendido durante sua prisão preventiva em 17 de novembro de 2025. Em algumas comunicações, Vorcaro menciona um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e também busca informações sobre a operação da PF que o resultou na prisão.
Esse relatório foi revelado em setembro, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo sobre o material. Em resposta, Moraes divulgou um documento que alegava direcionamento das investigações, mas este não tinha assinatura nem timbre oficial, e era descrito como uma conjectura sem valor probatório. Moraes também pediu a abertura de uma investigação contra Mendonça por possíveis abusos de autoridade e improbidade administrativa, com o julgamento desse pedido agendado para 23 de setembro.
Fonte: Bahia Notícias

