Otto Alencar analisa vitória de Lula e critica Flávio Bolsonaro
Por: Redação
26/10/2026 • 13h40
Senador do PSD destaca que Lula superou pressões internacionais e o sobrenome Bolsonaro.
O senador Otto Alencar, uma figura proeminente do PSD e apoiador da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acredita que o presidente não apenas venceu o desafio do "sobrenome Bolsonaro", mas também uma série de pressões internacionais contra sua continuidade no Palácio do Planalto. Em entrevista ao Bahia Notícias, realizada na segunda-feira (26), Otto apontou que Lula tem a oportunidade de promover a pacificação do país após sua reeleição.
Otto criticou o deputado federal Flávio Bolsonaro, chamando-o de "orgulhoso e vaidoso". Ele mencionou a dificuldade que enfrentou ao tentar criticar Flávio em questões econômicas, destacando a influência de plataformas digitais no cenário político brasileiro, especialmente em relação às eleições de 2026. O senador citou eventos como o tarifaço dos Estados Unidos e a relação com as big techs, considerando-os como uma forma de pressão internacional sem precedentes desde a redemocratização.
Além disso, Otto se referiu à resistência de setores da elite econômica, especialmente na região da Faria Lima em São Paulo, e afirmou que Lula conseguiu derrotar um grupo que tinha influência nas pesquisas de opinião. Ele demonstrou surpresa com as previsões do Datafolha e da Quaest que antes do segundo turno estavam aquém do resultado final que Lula obteve no Nordeste.
Durante a conversa, Otto também ironizou um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre a região Nordeste, afirmando que Ferreira não conhece as dificuldades que existem, inclusive no norte de Minas, que apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) inferior ao da Bahia.
Ao se referir a Flávio Bolsonaro, Otto ressaltou que o senador demonstrou falta de caráter ao não reconhecer a vitória de Lula, caracterizando-o como apenas "um sobrenome". O senador acredita que é essencial que Lula busque unir o país através do diálogo, enfatizando que o presidente deve governar para todos os brasileiros, e não apenas para seus apoiadores. Em relação ao Senado, Otto evitou fazer previsões sobre a agenda legislativa, mencionando que Davi Alcolumbre indicou uma desaceleração nas atividades, aguardando novos desdobramentos.
Fonte: Bahia Notícias

