Oceanos atingem 100 dias seguidos de calor elevado
Por: Redação
13/09/2026 • 10h00
Os oceanos registraram 100 dias de calor extremo, com temperaturas bem acima da média. O fenômeno é impulsionado por um forte El Niño e pela mudança climática.
Em 10 de setembro, os oceanos completaram 100 dias consecutivos de temperaturas recordes. Dados da NOAA indicam que a temperatura da água está significativamente elevada. Este período se segue a um agosto que empatou com junho de 2023 como o mês mais quente já registrado, além de ter marcado um recorde diário de temperatura marinha.
O aumento do calor é atribuído à combinação de um forte El Niño, iniciado em junho, e às mudanças climáticas. No dia 10 de setembro, a temperatura global média da superfície do mar fora das regiões polares foi de 21,15°C. Para comparação, no mesmo dia de 2015, durante um El Niño intenso, a temperatura era de 20,72°C.
Atualmente, as temperaturas dos oceanos estão 0,94°C acima da média registrada entre 1982 e 2010 para este período do ano. Este cenário ocorre após três anos em que as temperaturas da superfície marinha superaram consideravelmente os recordes anteriores.
No Brasil, entre 1985 e 2025, a temperatura da superfície do mar aumentou 0,76°C, enquanto a cobertura de corais duros diminuiu cerca de 34% entre 2016 e 2024. Os corais, que são altamente sensíveis ao calor, sustentam cerca de um quarto da vida marinha e sua degradação impacta as comunidades pesqueiras.
Para mitigar o aquecimento, a redução das emissões de gases de efeito estufa, especialmente aquelas provenientes de combustíveis fósseis e do desmatamento, é considerada a principal medida necessária.
Olhando para o futuro, espera-se que a temperatura dos oceanos continue elevada nos próximos meses, com o fortalecimento do El Niño. Um oceano mais quente pode aumentar a umidade e o calor na atmosfera, potencializando chuvas e tempestades. Além disso, a expansão térmica da água contribui para a elevação do nível do mar.
Fonte: Bahia Notícias

